Os dias vão passando. Alice só ouvia sobre o xeique nas páginas de fofocas: o xeique mais cobiçado do mundo. Ele era lindo e solteiro, ainda não havia escolhido sua esposa, sua rainha, recusando as mais belas filhas dos anciões e de empresários poderosos que queriam se aliar a ele.
Até seu pai, Bryan, evitava falar sobre ele quando Alice estava em casa, pois sabia que sua filha havia decidido terminar sua relação, já que não queria ficar presa àqueles costumes e regras.
Alice estava sentada em um banco na praça, ao lado de Olívia, que segurava dois sorvetes de baunilha, os preferidos delas. Já havia se passado mais de um mês desde aquele dia em que os dois tiveram aquele encontro.
— Amiga, pega aqui — Olívia diz, entregando o sorvete.
— Obrigada — Alice agradece, pegando-o.
— Ali, precisa se animar. Seguir sua vida. Por que não dá uma chance para o Bruno? — Ela fala do senhor Bruno, um dos filhos de um amigo de seu pai. Ele já havia demonstrado interesse nela, mas, por mais lindo que fosse, Alice não conseguia sentir atração por ele.
— Não sinto nada por ele. Não rola.
— Para com isso. Que tal marcar um encontro? Vocês podem sair, assistir a um filme. Você nunca fez essas coisas de casal, tenho certeza de que vai amar. Então, vamos! Eu posso ir com o Rogério também. Sairemos nós quatro, Ali.
Alice fica pensativa, quando sente seu estômago revirar. Uma sensação estranha, um mal-estar toma conta dela. Ela logo corre para algum lugar que tenha uma lixeira, ou pelo menos para longe das pessoas.
— Alice, o que foi? — Olívia corre atrás dela, preocupada com a amiga, deixando até seu sorvete cair no chão.
Quando se aproxima, vê Alice vomitando, passando mal.
— Não venha. Estou me sentindo mal — diz Alice, enquanto vomita.
As pessoas ao redor olham com curiosidade para as duas.
— Alice, será que alguma coisa te fez mal? Comeu algo diferente hoje?
— Acho que nada diferente. Mas deve ser alguma virose. Ultimamente, sinto muito sono. Deve ser isso — ela diz, tentando encontrar uma desculpa para estar daquele jeito.

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