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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 284

Alice acordou naquela manhã depois de passar uma semana inteira se sentindo mal. Ainda não estava completamente recuperada, mas decidiu que já era hora de visitar seus pais.

Alex também estaria na mansão, acompanhado de sua esposa, Erika, que estava nos últimos dias de gravidez e já aguardava ansiosamente a chegada dos gêmeos. Por isso, Alice sabia que precisava aproveitar para visitá-los enquanto ainda podia.

Ela se levantou e foi se arrumar. Escolheu uma roupa leve e confortável, que não apertasse sua barriga, pois aquela região vinha incomodando bastante nos últimos dias. Até mesmo roupas mais justas estavam começando a deixá-la desconfortável.

Depois de se maquiar, pegou sua bolsa, conferiu rapidamente sua aparência no espelho e saiu de seu apartamento.

O senhor Xavier continuava sendo seu motorista. Seu pai confiava muito nele, e ele estava sempre à disposição de Alice e também de Aline.

Quando chegaram à mansão, Xavier estacionou o carro e desceu para abrir a porta para ela.

— Obrigada, senhor Xavier — Alice agradeceu, entrando na mansão.

— Querida, que bom que chegou! Seu pai, seu irmão e a Erika já estão lá no salão. Vamos, querida.

— Está bom, mãe. Acabei demorando, né?

— Imagina, filha. Venha. Hoje pedi para a senhora Felipa preparar aquele macarrão com frutos do mar que você ama, querida.

Alice sorriu, mas, ao ouvir falar de sua comida preferida, sentiu uma súbita sensação de mal-estar. Seu estômago embrulhou, e ela precisou disfarçar.

Ao entrar na sala, encontrou sua família reunida.

— Ali, nossa irmã! Estou ouvindo falar muito de você nas rodas de conversa. Você, hein, mana? Está nos surpreendendo com os negócios. Sua empresa já bateu o recorde de vendas deste mês, não é?

— Obrigada, Alex. Graças à minha equipe maravilhosa.

— E a você também, querida — Bryan disse, orgulhoso dela.

— Obrigada, pai.

— Venha, sente-se aqui ao meu lado — Bryan pediu.

Alice caminhou até eles, cumprimentando todos antes de se sentar ao lado do pai.

— E esses bebês? Não vejo a hora de vê-los nascer, Erika — Alice comentou, olhando para a enorme barriga da cunhada.

— Juro que eu também não vejo a hora deles nascerem. Está impossível dormir! Não sei como sua mãe aguentou carregar vocês três.

— Realmente. Mamãe é uma guerreira — Alice disse, olhando para Liz.

Sua mãe estava com os cabelos presos em um rabo de cavalo. Mesmo com algumas expressões que já demonstravam sua idade, continuava linda. Alice já havia visto fotos de Liz quando ela tinha a sua idade e sabia que ela era ainda mais bonita naquela época. Embora tivesse herdado alguns de seus traços, Alice sentia que nem de longe se comparava à beleza da mãe.

— Querida, o que tanto pensa? E como andam as coisas? Soube que andou passando mal. Já foi ao médico, querida? — Liz perguntou.

— Ainda não, mãe. Mas foi só um mal-estar, nada demais.

— Ali, pare com isso. Passe com nossa médica de rotina. Ela poderá ajudar muito se você estiver sentindo esses incômodos. Nem que seja preciso mandar uma mensagem para ela.

Liz falou quase como uma ordem.

— Está bom. Prometo que vou marcar uma consulta e fazer alguns exames.

— Hum... Espero que faça mesmo — Liz disse, séria.

— Escute sua mãe e marque uma consulta, Alice — Bryan reforçou.

— Está bom, pai. Eu prometo.

Logo, o almoço foi servido.

Felipa havia preparado exatamente o prato que Alice tanto amava: macarrão com frutos do mar.

Porém, assim que Alice olhou para a comida, sentiu novamente aquela agonia no estômago. O mal-estar voltou acompanhado de um forte enjoo.

Ela respirou fundo, tentando disfarçar para que ninguém percebesse.

Comeu apenas algumas garfadas, mas não conseguiu continuar.

— Com licença — murmurou, levantando-se.

Alice saiu rapidamente da mesa e seguiu para o banheiro.

Assim que ela desapareceu pelo corredor, Bryan olhou preocupado para Liz.

— Liz, o que você acha desse mal-estar da nossa filha? — perguntou, em voz baixa.

Liz permaneceu pensativa por alguns segundos.

— Tenho minhas suspeitas... mas acho que vou esperar ela descobrir por si mesma.

Bryan franziu a testa.

— Acha que é isso mesmo?

Liz apenas olhou na direção por onde Alice havia saído, mantendo um pequeno sorriso enigmático.

— Mãe, pai, o que vocês acham que ela tem? É algo grave? — Alex perguntou, preocupado.

— Não é nada, Alex. Leve sua esposa para descansar. Nesse finalzinho da gravidez, ficamos muito debilitadas — Liz respondeu.

— Está bom.

Erika se despediu dos sogros e saiu acompanhada de Alex.

Bryan, porém, continuou desconfiado. Ele olhou para Liz, que ainda observava o corredor por onde Alice havia desaparecido.

— Devo falar com o Zaid? Dá para ver que ela realmente gosta dele. Ele vem recusando todos os pedidos de noivado e suportando a pressão de todos lá por causa dela. Mas a nossa filha é cabeça-dura, igual a uma certa pessoa que conheço — Bryan disse, sabendo que Alice era muito parecida com ele.

— Realmente. Ela é a sua cara — Liz respondeu, rindo.

Enquanto isso, Alice já estava deitada na cama de seu antigo quarto. Como não morava mais na mansão dos pais, aquele quarto permanecia praticamente como ela havia deixado.

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