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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 285

Alice entrou na sala do consultório da doutora Paula. Estava com medo e sentia que havia algo errado com ela.

Desde a conversa que tivera com Fernanda e Olívia no dia anterior, uma suspeita não saía de sua cabeça. As duas achavam que ela estava grávida.

Aquelas palavras a assustavam.

Ela não podia estar grávida. Como teria um filho de Zaid se os dois já não estavam juntos? Ela sequer sabia como ele estava ultimamente. Nunca mais havia recebido notícias dele.

E, depois de ver aquelas fotos dele nas revistas ao lado de uma mulher, filha de um dos ministros, Alice soube que ele provavelmente se casaria em breve.

As cobranças eram cada vez maiores. Zaid estava sempre rodeado de mulheres, e Alice sabia que ele não ficaria sozinho por muito tempo. Ele era lindo, desejado por muitas e, agora que havia se tornado xeique, certamente tinha ainda mais mulheres interessadas nele.

— Olá, querida. Quanto tempo! Sua mãe me disse que você finalmente marcaria uma consulta — a doutora Paula disse assim que a viu entrar.

— Obrigada, doutora Paula — Alice respondeu, entrando e se sentando.

— Então, me diga: como você está?

— Bom... Ultimamente estou tendo muitos enjoos, algumas tonturas, sono constante e sinto como se minha pressão caísse. Não sei o que está acontecendo comigo.

A médica a observou atentamente.

— Vamos lá, Alice. Você teve alguma relação sem proteção há cerca de um mês?

Alice ficou tímida, mas logo balançou a cabeça, confirmando.

— Hum... E sua menstruação? Como está?

— Acho que está atrasada...

A doutora Paula sorriu.

— Então, querida, todos esses sintomas podem indicar que há um bebê crescendo aí nessa barriguinha.

Alice ficou séria.

Ela não esperava ouvir aquelas palavras tão rapidamente.

— Mas pode ser outra coisa?

— Pode, sim. Por isso vamos fazer alguns exames. Vou preencher a solicitação e você vai até a Carla para realizar tudo. Será rápido e assim poderemos verificar como está sua saúde.

A médica fez uma pausa e sorriu.

— Mas, para descobrirmos se realmente existe um bebê aí, podemos fazer uma ultrassonografia agora mesmo. Venha, vamos lá.

Alice sentiu o coração acelerar.

Estava nervosa.

Tinha medo de descobrir a verdade.

Ela se levantou e fez tudo o que a doutora Paula pediu.

Pouco depois, estava deitada para realizar o exame.

— Não vai doer, querida. Como ainda está bem no comecinho, vou fazer o exame dessa forma para conseguirmos visualizar melhor. Se sentir qualquer desconforto, me avise, está bem?

— tudo bem — Alice respondeu, nervosa.

O exame começou. Alice sentiu apenas um pequeno desconforto, mas nada que doesse.

A médica movimentou o aparelho cuidadosamente, procurando a imagem no monitor.

Então, parou em um pequeno ponto.

Alice olhou para a tela, tentando entender o que estava vendo.

— O que é isso, doutora?

A doutora Paula sorriu.

— Parabéns, Alice.

Ela apontou para a tela.

— Esse pontinho tão pequeno é o seu bebê. Ele está crescendo dentro de você.

Alice ficou completamente imóvel.

Seus olhos se encheram de lágrimas.

Então, ela ouviu.

Tum... tum... tum...

O som do pequeno coração preenchia a sala.

Alice levou a mão à boca, emocionada.

Até poucos minutos atrás, estava com medo de estar grávida.

Mas, ao ver aquele ser tão pequenininho e ouvir seu coração bater tão forte, algo dentro dela mudou.

Era seu bebê.

Seu filho.

Uma vida que estava crescendo dentro dela.

As lágrimas começaram a escorrer por seu rosto enquanto ela sorria.

Ela seria mãe.

— Olha como b**e forte o coração dele — a doutora Paula disse, sorrindo.

Alice sorriu emocionada ao ouvir novamente aquele som.

— Meu Deus... realmente estou grávida.

— Isso mesmo. É esse pequenino que vem causando todos esses mal-estares. Mas não se preocupe, ainda está bem no comecinho. Logo esses sintomas vão melhorar. Vou ajudá-la passando alguns medicamentos seguros, além de recomendar uma alimentação mais saudável e algumas vitaminas.

— E os exames?

— Você precisa fazer todos. E o pai da criança também deverá fazer alguns exames para verificarmos os tipos sanguíneos de vocês e evitarmos possíveis complicações em uma próxima gravidez.

Ao ouvir aquilo, o sorriso de Alice desapareceu.

O pai...

Zaid estava longe. Morava em outro país.

Se ele soubesse da gravidez, será que tentaria tirar seu filho dela?

Seu pai jamais permitiria uma coisa dessas, mas, mesmo assim, o medo tomou conta de seus pensamentos.

Zaid seria pai.

Será que ela deveria contar?

Ela ficou em silêncio por alguns segundos.

— Então, Alice... quando o pai poderá vir para fazer os exames também?

— Não sei se ele vai conseguir vir. Ele mora em outro país...

— Mande-o vir. O acompanhamento da gestação precisa ser feito pelos dois. Não deixe que ele seja negligenciado como pai, tudo bem?

— Entendi... — Alice respondeu baixinho.

Depois disso, ela se arrumou, despediu-se da doutora Paula e foi realizar todos os exames solicitados.

A médica explicou que analisaria os resultados e entraria em contato caso houvesse alguma alteração.

Alice voltou para seu apartamento ainda tentando assimilar tudo o que havia acabado de descobrir.

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