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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 290

Seu coração batia acelerado.

Assim que saiu da sala, ouviu os murmúrios das pessoas e percebeu os olhares curiosos.

Então correu pelo shopping.

— Zaid!

Ele continuou caminhando.

— Zaid, espera!

Ela finalmente conseguiu alcançá-lo próximo ao estacionamento.

Os seguranças impediram que as pessoas se aproximassem, deixando os dois sozinhos.

Zaid parou diante do carro, ainda de costas para ela.

— Zaid, me espera. Deixa eu explicar. Não é isso que você está pensando, eu juro.

Ele continuou em silêncio.

— Zaid, eu não tenho nada com ele. É só um amigo.

Então ele se virou.

Seus olhos estavam ferozes.

— Um amigo, Ali? Vocês quatro estavam ali assistindo a um filme romântico. Você gosta dele?

Alice ficou em silêncio.

— Agora eu entendo por que nunca quis se entregar de verdade à nossa relação. Você nunca me amou, não é mesmo? Também começamos tudo errado. Eu te forcei, te obriguei a se casar comigo. Talvez por isso você me odeie.

— Quem disse que eu te odeio, Zaid?

Os olhos dela estavam cheios de lágrimas.

— Então por que você sempre me afasta? Por que sempre vai embora? Por que me exclui da sua vida? Até sair com outro homem você está. E ainda por cima está grávida do meu filho.

Ao ouvir aquilo, Alice ficou ainda mais triste.

— Realmente, eu queria te esquecer. Queria apagar da minha memória o dia em que fui para aquele maldito país. Mas não consegui. Eu te conheci, me entreguei a você...

Ela respirou fundo, tentando controlar o choro.

— Depois da nossa separação, eu sofri muito. Passei dias sem dormir, tive pesadelos todas as noites. Precisava me ocupar com o trabalho para não pensar em você. Então você voltou e nós ficamos juntos novamente. Eu achei que, dessa vez, seria para valer.

As lágrimas começaram a cair.

— Mas você viajou e deixou apenas um bilhete. Um simples bilhete.

Zaid abaixou os olhos.

— O que você queria que eu fizesse, Alice? Meu país estava sendo invadido. Mulheres estavam sendo estupradas... O que você queria que eu fizesse? Que abandonasse meu povo? Eu sinto muito por ter te magoado tantas vezes.

— Você foi para a batalha! — Alice respondeu, chorando. — E se tivesse morrido? Você não pensou em mim? Como eu ficaria? Como eu sofreria?

— Claro que pensei! — Zaid respondeu, com a voz carregada de emoção. — Pensei em você o tempo todo. Eu também sofri, Ali. Não foi só você que sofreu. Eu também perdi muito.

Ele se aproximou um pouco.

— Você acha que eu não daria tudo para poder viver uma vida livre ao seu lado?

Alice o encarou.

— Você se tornou xeique sem nem me perguntar.

— O que você queria que eu fizesse? Que recusasse e deixasse aquelas pessoas morrerem?

— Não, Zaid! Eu queria que você me perguntasse! Eu nunca teria impedido você de fazer aquilo. Mas um casal divide tudo. Divide as coisas boas e as ruins.

Ela enxugou as lágrimas.

— Você me excluiu. Achou que eu só deveria saber quando o mundo inteiro já soubesse. Eu, sua namorada, descobri por outras pessoas. Foi isso que me magoou.

Zaid ficou em silêncio por alguns segundos.

— Eu entendo. Eu não sabia que você se sentiria assim. Você poderia ter falado comigo. Poderia ter brigado comigo, mas não precisava me afastar. Não precisava me excluir da sua vida, Ali.

Alice abaixou a cabeça.

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