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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 44

Liz

Sinto um toque quente em meu rosto, descendo até meus lábios; o cheiro familiar do perfume amadeirado. Não sabia se era real ou um sonho. Havia chorado muito depois que a senhora Bellucci me deixou aqui, mas aquele toque carinhoso em meu rosto… aquela sensação.

_Querida, estou com saudades… A voz rouca do Bryan em meu subconsciente me chamando. Sinto os lábios quentes aos meus; era macio, fazendo-me querer mais. Meus lábios se entreabrem, dando passagem. Não sabia se era um sonho ou real, mas queria, queria tanto ele.

Logo os lábios param de me beijar, sou aconchegada em seus braços. Por um momento me senti protegida, não queria acordar desse sonho; queria ficar assim, aconchegada, quentinha e protegida…

Acordo me sentindo muito bem. Havia dormido como nunca. Tenho lembranças de alguém estar comigo, me abraçando em seu corpo, mas no quarto não tinha ninguém. Bryan não deveria ter vindo; seus pais deixaram muito clara nossa relação.

Me levanto, tomo banho, faço minhas higienes pessoais. Então lembro que estava sem roupas. Saio de toalha olhando pelo quarto à procura de algo para vestir. Acho roupas novas com etiquetas ainda no guarda-roupas — roupas caras e luxuosas; até peças íntimas haviam ali, em uma variedade considerável, tudo novo. Fico com receio de pegar algo e a família dele não gostar.

Pego meu celular pensando em mandar uma mensagem a ele, mas ele já havia enviado há um bom tempo para mim.

“Bom dia! garotinha dorminhoca. Espero que tenha dormido bem. Tive que sair com meu pai e irmão para resolver umas coisas da empresa, mas logo estarei de volta. Não se preocupe, minha mãe não vai tratá-la mal, e se precisar tem roupas aí; pode pegar o que quiser. Beijos.”

Leio sentindo um alívio por não ter que ver os familiares dele logo de manhã e por saber que poderia usar as roupas daquele closet.

Olho tudo. Havia alguns vestidos de festa, calças, blusas, conjuntos, acessórios, bolsas — tudo pensado para se montar um look completo.

Escolho um conjunto em tons azul-pastel, que combinaria com o meu sobretudo preto. Não era meu estilo, mas foi o que achei e o que conseguiria vestir daquelas roupas de grife. Faço uma maquiagem básica e deixo os cabelos soltos. Depois de me olhar no espelho, vendo o quanto havia mudado desde o dia em que fui morar com ele — minha pele parecia outra com aqueles produtos caros, meu cabelo com um brilho impecável — respiro e saio do quarto.

_ Bom dia! A mãe dele fala logo ao me ver.

_ Bom dia, senhora — digo, tímida por ser uma intrusa na casa dela.

Ela me olha como se quisesse me examinar dos pés à cabeça e logo sua feição muda; ela sorri para mim, me deixando surpresa.

_ Dormiu bem, criança? — diz, aproximando-se de mim. Ela falava muito bem o português, até melhor do que eu; seu sotaque um pouco carregado do italiano, mas perfeito.

_ há… sim, dormi muito bem, obrigada.

_ Não precisa ficar com medo. Eu sei que fomos muito duros com você ontem. Bom, vamos deixar isso para lá. Espero que esteja gostando do nosso país.

_ Muito. Não fui a muitos lugares ainda, mas o pouco que vi me apaixonei — digo sincera.

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