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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 49

Bryan

Estou conversando com Enzo quando dou uma olhada para saber se Liz continuava sentada, mesmo depois que meus avós saíram.

— Procurando aquela gracinha? — Enzo fala, me provocando.

— Estou olhando para saber se todos estão bem — minto, sorrindo.

— Para de fingir, Bryan. Te conheço. Nunca te vi com nenhuma mulher assim. Você acha que me engana? Só espero que não se apaixone, já que somos chefes de família. Temos que nos casar com alguém do nosso meio — diz sério, dando um tapinha nas minhas costas. — Mas se quiser se divertir, aproveite, porque as mulheres da máfia não toleram traição.

— E se eu não quiser me casar? — falo sério.

— Você está doido? O casamento é fundamental para manter o legado. Não deixe seus pais escutarem isso.

Sorrio vendo o medo estampado no rosto do Enzo.

Já vivi muito, e uma coisa era certa: ninguém poderia mandar eu fazer nada que não quisesse. Por isso venho trabalhando anos e anos para controlar meus homens. Eles não imaginam que sou o mafioso mais temido por lá. Também fiz muitas alianças aqui e pretendo continuar até controlar tudo.

— Não se preocupe, Enzo. Eu sei muito bem o que estou fazendo. Bom, preciso ir ali conversar com os Conti.

Me despeço e caminho até os Conti, que conversavam com meus pais e alguns amigos.

— Acabamos de falar seu nome, filho — diz minha mãe ao me aproximar.

— Então, o que falavam de mim? — pergunto curioso, parando ao lado dela e da senhora Conti.

— Quando vamos poder organizar o seu casamento com a Chiara? — diz animada, me deixando desconfortável.

— Mamma, papá, se vocês querem essa ligação com os Conti, podem deixar meu irmão casar com ela. Acho que os dois combinam muito.

Aponto para os dois que conversavam no meio do salão.

Meus pais olham para eles, assim como os pais dela, mas demonstram o quanto ficaram bravos com as minhas palavras.

— Seu... moleque! — diz meu pai, bravo.

— Calma, querido. Ele deve estar brincando, não é mesmo, Bryan? — diz minha mãe.

— Não brinco com coisa séria, Mamma. Não gosto dela. Se algum dia eu for me casar, pode ter certeza de que eu mesmo escolherei um bom partido.

Os Conti me olham com raiva.

— Então acha que não somos um bom partido? — diz o senhor Conti, nervoso.

— Calma, senhor Conti. Meu filho deve estar louco... peço desculpas em nome dele — diz meu pai.

— Não peça. Deixo bem claro: sua filha não me atrai, e não acho que ela seria uma boa esposa.

— Seu... — o senhor Conti ia avançar, mas sua esposa o impede, balançando a cabeça.

— Filho, por que falou isso? — minha mãe pergunta angustiada. — Você se apaixonou por aquela garota, foi isso?

Olho para ela, realmente pensando na Liz. Mas sabia que, nesse mundo, ela também não poderia ser minha esposa. Só temos um contrato e nada mais.

— Mãe, não se preocupe. Só não vou me casar com a Chiara. Acho que ela combina mais com meu irmão — digo sorrindo, vendo os dois trocarem palavras.

— Não manche a honra da minha filha! Ela sempre gostou de você. Agora somos nós que não queremos mais essa ligação com você.

Ele se vira bravo e vai até Chiara, puxando-a pelo braço.

— Venha! — ordena.

— O que foi, papá?

Ele sai da mansão com ela e sua esposa. Meus pais me olham com raiva, já que eu tinha acabado de quebrar uma aliança antiga de muitos anos, e também se retiram do salão, visivelmente bravos.

— Bryan, cara... o que você fez? — diz Enzo, se aproximando, já que viu tudo de longe.

— Só o que deveria ter feito há muito tempo. Não quero esse tipo de aliança. Para mim, poder tem que vir da confiança, e não de uma mulher.

Falo sério, olhando para os poucos convidados que ainda estavam ali.

— Então pretende fazer uma limpa? — pergunta curioso.

— Já deveria ter feito há muito tempo.

— Cara, admiro o quanto você não tem medo de nada. Já sabe que aqui você terá uma grande dificuldade com aqueles velhos. Eles gostam de receber favores, principalmente quando envolvem mulheres e sexo.

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