Liz
Bryan b**e na porta. Eu tinha acabado de falar com a Geovana sobre o trabalho. Contei sobre a Valéria, que me colocou praticamente para fazer tudo sozinha. Enviei para ela uma foto minha com o uniforme e ela ficou muito feliz por mim, mas deixou bem claro que não era por causa do trabalho que eu poderia faltar ao aniversário dela. Eu ri… ainda tinha isso.
— Oi! — digo olhando para ele.
Seus cabelos ainda estavam molhados e penteados para trás. Ele usava algo confortável, uma regata branca que revelava seus músculos definidos, me deixando tímida por não conseguir disfarçar que estava admirando.
— Vamos jantar? — ele pergunta, me fazendo voltar à realidade. Sua voz era grossa e poderosa.
— Não estou com fome, pode ir lá você... — respondo sem pensar direito. Não estava com fome, mas acabei falando sem querer.
— Você comeu o quê à noite? Como assim não sente fome? — ele pergunta.
— Não quero. Vou dormir, amanhã entro cedo no trabalho — falo tentando disfarçar o quanto ele estava mexendo comigo. Aquele perfume amadeirado… eu só queria fechar a porta e correr para longe dele.
— Espere! — diz com a voz grossa.
Ele entra no quarto e me empurra contra a parede, me encurralando. Eu precisava mantê-lo distante.
— Para… o que está fazendo? — digo, empurrando-o.
— Estou só pegando o que é meu — diz, me puxando e beijando meus lábios.
Eu me sentia cansada. Queria que ele tivesse vindo e me dado carinho, não assim, dizendo que sou dele, me tratando como algo que possui. Então o empurro com todas as minhas forças. Não aceitaria isso. Eu não era um objeto que ele simplesmente comprou.
— Você tá doido...
— Sim, sou doido por você. Quer que eu vá ao seu trabalho?
Olho assustada para ele. Será que teria coragem de ir ao meu trabalho? Eu não queria. Aquilo era algo que eu havia conseguido, um passo que estava dando para quando ele me libertar. Não deixaria isso se estragar. Com certeza as mulheres de lá pensariam que eu era uma prostituta, que tinha me vendido.
— Você não pode ir! — digo brava.
— Por quê? Quero saber onde e com quem você trabalha. Quero conhecer esse hotel.
Olho para ele surpresa. Não lembrava de ter falado que era um hotel.
— Como soube que estou trabalhando em um hotel? — pergunto entre seus braços fortes.
Ele fala enquanto desliza uma mão pelo meu corpo, me deixando completamente sem reação. A camisola de seda fazia o toque ser ainda mais provocante. Minha respiração acelera e até me perco em pensamentos, imaginando ele em mim.
— Não tem nada no mundo que eu não descubra, garotinha — diz no meu ouvido, sussurrando de forma provocante.
— Bryan, não... estou naqueles dias — digo, me odiando por falar isso, já que o desejava loucamente.
— Hum... entendo — responde, um pouco chateado.
Mesmo assim ele me beija. Segura meu queixo, levantando meu rosto para olhar para ele, e volta a me beijar. Sua língua procura a minha e eu não resisto, correspondendo. Ele me fazia sentir algo que eu nunca imaginei sentir por ninguém.
— Venha, vamos jantar. A Elisa preparou tudo com tanto trabalho, não seria certo não comer, não é mesmo?
Balanço a cabeça concordando. Ele me solta. Vou até a cama, pego o robe, coloco e descemos.
— Elisa já foi. Sente-se que vou servi-la — diz, indo para a cozinha.
— Não precisa, posso fazer meu prato — falo imediatamente.
— Não fique aí. Hoje você deve estar muito cansada. Deixe que eu sirvo.
Me sento, me sentindo estranha por ele estar lá fazendo meu prato enquanto estou aqui sentada. Logo ele volta com dois pratos. Neles havia macarrão com molho branco e champignon. Depois retorna e traz duas taças de vinho branco.
— Obrigada — agradeço, com vergonha por ele ter feito isso.
— Coma, Liz. A Elisa faz os melhores macarrões ao molho branco. Tenho certeza de que vai gostar.
Experimento e sinto o gosto maravilhoso do macarrão. Em toda minha vida nunca tive comidas como essas. E uma das coisas que aconteceu depois que conheci ele foi poder viver tantas experiências que jamais imaginei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira