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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 72

Liz

Bryan sai me puxando pelos corredores. Alguns funcionários que passavam ali nos olham, curiosos, já que eu estava com o uniforme de assistente VIP.

_ Bryan, me solta, para onde está me levando?

_ Vamos conversar ali. — Ele aponta para um toalete, então entramos e ele fecha a porta.

_ O que você tem para conversar comigo? Tenho que trabalhar, e você também não está acompanhado. Não pode deixar as pessoas sozinhas, não? — disse, jogando na cara dele. Eu me sentia traída. Ele cancelou nosso compromisso para sair com outra mulher e seus amigos e, ainda por cima, olha joias para ela.

_ Do que você está falando, Liz? Estou em uma reunião de trabalho. — Ele se explica, mas eu já fui enganada a vida toda, sempre desprezada. Não queria mais isso.

_ Bryan, já passou da hora desse contrato encerrar. Você tem sua vida e eu preciso ter a minha, conhecer pessoas novas. — Quando falo isso, ele me prende entre a parede, muito nervoso, me colocando medo.

_ Já falei sobre isso. Quem decide se já é hora de encerrar sou eu. — disse, olhando em meus olhos com raiva.

_ Não aguento mais isso! — grito, aflita para ele.

Ele se irrita, seus olhos negros me assustam. Ele estava me dando medo, então ele soca a parede com tanta força que vejo o sangue escorrer de seus dedos. Meu coração batia tão rápido, meu corpo tremia, o medo me consumia e eu não tinha nenhuma reação.

_ Nunca mais fale isso, garota. — Ele respira rápido. Meus olhos enchem de lágrimas, tristeza, dor... Não sabia ao certo o que estava sentindo. Só queria que ele falasse que me amava e que ia ficar comigo, mas ele sempre deixa claro que ele decide quando termina ou não. Isso doía.

Ele se afasta, me olhando. Logo se vira, vai à pia e lava a mão ensanguentada.

_ Se recomponha e volte a trabalhar, mas espero que essa é a última vez que a vejo servindo a ala VIP. O combinado foi só trabalhar, mas em lugares seguros, não lidar com pessoas com poder — e o que eles quiserem fazer, eles fazem. Você me ouviu?

Ele diz, bravo, de costas para mim, e logo sai batendo a porta. Começo a desmoronar. Sinto uma dor no peito. Queria fugir, sumir daquele lugar. Respiro e tento me acalmar. Tinha que voltar, precisava ser forte. Eu ia conseguir, eu sei que ia.

Limpo as lágrimas, respiro fundo e saio. Ele já deveria estar lá na sala, então caminho em direção a ela, passando por alguns funcionários que viram ele me levando à força. Sorrio e entro na sala.

Meus olhos encontram os deles logo que entro, mas eu o evito, finjo que não o vi.

_ Liz, você demorou? Estava aonde? — Lívia pergunta, me olhando.

_ Fui ao banheiro. — disse baixinho para ela.

_ Hum... — Ela solta, entendendo por que saí.

_ Liz, sirva mais bebidas a todos, já que você chegou agora e a Lívia estava trabalhando sozinha.

_ Ok. — disse, obedecendo e passando, oferecendo alguma bebida. A Juliana aceita, e a outra mulher que estava ao lado do senhor também.

_ Então, senhor Bellucci, fechamos a nossa parceria? — o homem pergunta.

_ Claro, pode terminar as outras joias. Tenho certeza de que o nosso evento será um sucesso. Já vou providenciar algumas modelos. — disse Bryan. — Henrique, já prepare toda a papelada e envie para o senhor Bartolomeu amanhã mesmo.

_ Tudo bem, pode deixar. Henrique responde.

Lívia olha como Henrique e o outro homem tratavam Bryan. Ela achava que Henrique era muito poderoso, mas tinha acabado de descobrir que quem mandava nele era Bryan.

_ Você viu? Esse senhor Bellucci manda no nosso chefe. Quem será ele? — ela sussurra em meu ouvido. Gilda vê os cochichos e estala os dedos para nós pararmos de falar.

_ Se quiser, posso fazer isso, Bryan? — Juliana fala, tão íntima dele. Tento evitar ao máximo olhar para onde eles estavam. Não queria presenciar as trocas de carinho dos dois.

A Lívia também já havia percebido que os dois deveriam ter alguma coisa, já que ela tinha muita liberdade com ele.

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