Bryan
Envio uma mensagem para o Henrique e respondo à mensagem do Kleber sobre a minha ida à cidade onde a Liz nasceu. Então vejo a Liz saindo com sua amiga.
_ Bryan, só ficamos nós dois, vamos aproveitar mais um pouco aqui?
Logo, ela grita para a Gilda, chamando-a:
— Traga algo para nós beber.
_ Não é necessário, estou saindo — digo me levantando, passando por ela e saindo. A Juliana se levanta e corre, me chamando.
_ Bryan... me espera, vocês vão me deixar? Eu vim com vocês.
Paro e a espero. Olho para ela sério e falo:
_ Pegue um táxi — disse, grosso, ignorando-a e voltando a caminhar para a saída.
Ela fica parada no mesmo lugar, me vendo partir. Quando saio, o carro me esperava e meus homens estavam nos seus postos.
_ Chefe, já está tudo pronto — ele abre a porta para mim.
_ Vamos esperar a Liz sair. Ordeno entrando no carro.
_ Ok.
Ficamos ali parados um bom tempo. Ela estava demorando e eu já estava quase indo lá buscá-la.
_ Chefe, sua secretária está nos vigiando.
_ Entendo — disse, sorrindo, pensando no que ela queria descobrir ao me vigiar.
Passa um tempinho, o segurança vê a Liz e fala com ela. Ela vem com ele, que abre a porta para ela entrar.
_ Entre — disse de imediato para ela.
Ela então entra e se senta ao meu lado. Sentia seu perfume que invadia o carro, me lembrando o quanto é bom beijar aquela pele.
_ Posso ir de táxi — ela diz, se sentando, mas vou até ela, me colocando à sua frente. Seu cheiro, sua respiração aumentam com a minha aproximação. Meus olhos ficam fixos nos dela por uns segundos. Então pego o cinto e passo envolta dela.
_ Só estou colocando o cinto — disse, satisfeito com sua reação.
Ela se mantém distante depois disso. Não dizemos mais nada no caminho. Sentia o quanto ainda estava com raiva de mim, o quanto devo ter sido duro com ela. Mas ela insiste em me provocar, sempre falando em terminar.
_ Chegamos, senhor — meu motorista estaciona, desce e vem abrir a porta para mim, depois para ela. Ela não me espera, já segue para o elevador, então a acompanho.
O elevador se abre e entramos. Quando a porta se fecha, me aproximo dela.
_ O que você quer? — diz, se afastando de mim, visivelmente chateada.
_ Liz, não me evite. Me diga o que você quer. Já falei, te darei tudo, te dou o mundo se você quiser.
Ela sorri, um sorriso cínico, e me olha nos olhos.
_ Você já sabe muito bem o que eu quero, Bryan... — diz na minha cara.
Sinto meu sangue ferver. Ela era a única mulher no mundo que tinha a coragem de dizer o que pensava na minha cara.
Pressiono ela contra o espelho, prendendo seus braços acima da cabeça.
_ Bryan, pare, me solta. Tá vendo? Você pergunta e depois fica com raiva. Tá me machucando.
_ Menos isso, Liz. Tudo menos me deixar.
Ela se irrita e começa a se debater.
_ Me solta! — grita.
Então eu a calo com meus lábios nos seus. Ela era minha, sua boca era minha. Beijo seus lábios com tanto desejo. Só o fato de imaginar ela longe de mim me fazia sentir fraco, impotente. Sabia que uma hora ou outra ela teria que partir, mas não era a hora. Ela luta para não aceitar meus beijos, tentando se soltar.
Então ela se solta e me dá um tapa. B**e tão forte que meu rosto queima.

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