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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 75

Liz

Acordo sentindo meu corpo dolorido… ontem o Bryan havia me pegado de jeito. Viro para o lado e lá está ele, dormindo em minha cama, tão tranquilamente. Assim, nem parecia aquele homem sério, que dava até medo de olhar.

Lembro da primeira vez que o vi no hotel… Bryan. Sorrio ao pensar nisso. Surpresa por estar deitada ali com ele, levo a mão até seus cabelos, tocando e alisando-os.

Ele abre os olhos e me encara… aqueles olhos me fascinavam de um jeito inexplicável.

— Bom dia — ele diz, me puxando e me beijando.

— Bom dia… ainda não escovei os dentes — digo, envergonhada.

Ele ri de mim.

— Então somos dois.

E me beija de novo, me prendendo em seus braços por um bom tempo. Eu queria ficar assim com ele… não sair mais dali. Me sentia segura, protegida em seus braços.

Mas meu celular desperta, avisando que eu precisava trabalhar.

— Preciso ir — digo, me levantando.

— Se não quiser, pode ficar aqui. Dou um jeito na sua falta.

Balanço a cabeça, brava.

— Não mesmo. Já basta ter sido contratada por sua causa.

Me levanto, pego minhas roupas e entro no banheiro.

Quando termino e saio, ele já não está mais ali. Termino de me arrumar, pego minha bolsa e desço.

Vou direto tomar café, mas quando entro, Bryan está lá, conversando com a senhora Elisa.

— Bom dia, senhora — Elisa fala assim que me vê.

— Bom dia, Elisa.

— Bom dia, Liz — Bryan diz.

— Bom dia… achei que já tivesse ido.

Ele sorri, me olhando.

— Hoje vou te levar ao trabalho.

Me aproximo, me sento e me sirvo de café.

— Não é necessário, o motorista me leva.

— Vamos, toma seu café com calma. Eu mesmo te levo.

Fico nervosa. E se alguém visse ele comigo? O que iriam falar? E pior… se descobrissem que ele é o dono do hotel?

Tomamos nosso café e depois vamos no carro dele até o hotel.

— Bryan, pode me deixar um pouco longe da entrada? Não quero que falem de mim.

— Se alguém ousar mexer com você, vai se ver comigo — ele diz, bravo.

— Não é assim… em todo lugar vão falar. Olha a diferença entre você e eu… somos de mundos diferentes, não percebe?

— Tudo bem… vou respeitar dessa vez.

Ele para um pouco distante. Abro a porta para descer, mas ele segura meu braço.

— Já vai assim? Sem ao menos um beijo?

Sorrio e me inclino, mas ele me puxa, aprofundando o beijo, devorando minha boca e me deixando completamente tonta.

— Tchau, bom trabalho — diz, acenando.

— Obrigada — respondo, e sigo.

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