Liz
Vejo meu pai batendo em Serafina. Ele a j**a no chão e começa a socá-la sem parar. Bryan me olha, como se quisesse perguntar se eu queria que ele interferisse… mas eu estava gostando.
Ela merecia. Merecia tudo e muito mais por ter feito minha mãe e eu sofrermos.
— Não quer ligar para a Cristiana? Para ela vir ajudar a mãe? — ele pergunta.
— Vou ligar. Quero ver os três juntos ali — digo, pegando o celular e discando o número dela.
— Alô! — a voz dela sai irritada do outro lado da linha.
— Boa noite, irmã — digo, com deboche.
— Irmã? — ela ri. — Nunca me chamou assim… O que você quer? Aquele gatinho já te abandonou?
— Não é isso. Só queria avisar que, se não vier logo aqui… — digo o endereço — sua mãe vai morrer.
— O quê?! — ela grita. — Quem está batendo nela? Juro que vou matar!
Ela desliga na minha cara, e eu sorrio, animada.
— Bryan, quero descer. Quero ver os dois… quero ver a cara daquela mulher.
— Então vamos — ele diz, abrindo a porta.
Saímos do carro, e ele me ajuda. Entramos no motel. Os homens de Bryan dizem algo à atendente, e passamos rapidamente.
Caminhamos pelos corredores até a porta do quarto.
De dentro, escuto gritos. Pedidos de socorro.
Bryan abre a porta, e entramos.
Meu pai se assusta ao nos ver.
— Liz… o que faz aqui? — pergunta, surpreso.
Minha madrasta estava caída no chão, com sangue espalhado pelo rosto e pelo piso.
— Liz, me ajuda… seu pai vai me matar… — ela implora, entre lágrimas.
Antes que eu responda, somos surpreendidos com a entrada de Cristiana.
— Quem fez isso com a minha mãe?! Mãe! — ela grita, correndo até ela.
Então olha para Pedro.
— Foi o senhor?! Pai… por que fez isso com a mamãe?
Ele a encara com desprezo.
— Não me chame de pai, sua vadia! — grita. — Vadia igual a essa aí — diz, cuspindo em direção às duas.
Cristiana fica sem entender.
— Pai…

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