Bryan
Voltamos para a cidade havia dois dias. Liz voltou ao trabalho, o evento se aproximava e meus pais estavam chegando hoje ao Brasil. Já providenciei a mansão Bellucci para acomodá-los, agora só faltava fechar com as modelos para o evento. E uma dessas modelos escolhidas foi a Jéssica.
Como é trabalho, preferi não me envolver.
Henrique estava organizando tudo com o senhor Bartolomeu, sua filha e Enzo.
— Senhor, teremos uma reunião à tarde com o senhor Bartolomeu e o senhor Enzo.
— Ok, Juliana, pode confirmar. Mais alguma coisa? — pergunto, olhando para ela parada ali, me observando.
— Não, senhor, só isso mesmo — diz, saindo e me deixando novamente sozinho. Então começo a assinar as papeladas em minha mesa.
Depois de passar o dia analisando e assinando papéis, olho para o relógio: já era quase o horário da reunião. Então envio uma mensagem para Liz:
“Liz, não vou chegar cedo, então pode ir jantando sem mim, tá?”
Envio e subo para me arrumar.
Chego ao local marcado, entro com meus homens que me acompanham e percebo os olhares. Sabia o quanto chamava atenção.
— Olha, aquele é o senhor Bellucci... — uma garota ao fundo do restaurante fala.
— Nossa, como ele é gato — diz a outra.
Não olho para ninguém, apenas caminho sério.
Um atendente se aproxima e me cumprimenta.
— Boa tarde, senhor Bellucci, seja bem-vindo.
— Boa tarde! — digo, educadamente.
— Posso acompanhá-lo até a reserva? Ele diz, e balanço a cabeça, concordando.
Sigo o funcionário até a porta da sala principal do restaurante. Era um restaurante de um amigo meu, recém-finalizado, e eu sempre tinha tratamento privilegiado por ser dele.
Ele abre a porta e faz o gesto para eu entrar. Entro, e todos se levantam ao me verem.
— Que bom que chegou, senhor Bellucci — diz Bartolomeu, vindo me cumprimentar.
— Olá, senhor Bartolomeu.
— Oi, Bryan — Enzo fala, me abraçando sem medo de eu brigar.
— Oi — Henrique fala também.
Me sento com eles. Logo é servido um vinho branco com acompanhamentos.
Começamos a falar do evento. Finalizamos o que faltava, as modelos são anunciadas e, entre elas, realmente a Jéssica foi escolhida. Não tinha nada contra, pois ela era algo do passado. Depois da Liz, decidi escolher uma mulher para me casar definitivamente. Não iria mais enrolar. Também não daria esse motivo para meu irmão tomar o meu lugar. Também havia feito uma promessa ao vovô: que, quando fosse me casar, ele seria o primeiro a saber e me ajudaria a escolher uma boa esposa.

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