Capítulo 11 - Parte 6!
Ela era a mulher de um amigo dele. George falou e já saiu andando, sem dar tempo para Any responder.
Any fechou a cara na hora. Ele demorou uns quinze, vinte minutos, e voltou de mãos vazias. Chamou um amigo de canto e conversaram afastados. Quando George se aproximou de Any novamente, tentou beijá-la, mas ela virou o rosto.
— Qual foi? — perguntou ele.
— Vamos embora — respondeu Any, séria.
George retrucou que tinham acabado de chegar e disse que ela estava sendo chata. Any preferiu não responder, apenas o ignorou. Ele então disse que ia pegar uma bebida para ela, e começou a se afastar. Any o segurou pelo braço, cravando as unhas, e falou, furiosa:
— Você não se atreva a sair de perto de mim, George.
Ele apertou a mão dela até que soltasse. Any não disse mais nada, apenas saiu andando. George foi atrás, pedindo desculpas, tentando segurá-la, mas ela se desvencilhou todas as vezes. Saiu da festa no meio da multidão, engolindo o choro seco, tomada pelo orgulho.
Ele a chamou várias vezes, mas Any continuou andando por cinco quarteirões até parar, exausta e distante de casa. Sentou-se na sarjeta, abatida. George se sentou ao lado e perguntou:
— Vamos voltar para lá comigo, Anya?
— Não, você acha que eu sou idiota, George? — respondeu ela.
— Do que você está falando? — perguntou ele.
— Você está me tirando mesmo, fica de conversa com a sua amiga, depois some, me deixa sozinha. Não dá.
— Vem comigo que eu te conto tudo o que quiser saber. Não estou fazendo nada para te ferir, confia em mim — disse ele, irritado.
Any balançou a cabeça, negando. George insistiu, dizendo que as coisas não deviam ser resolvidas assim, que ela estava sendo errada, surtada e imatura, e que, se algo a incomodava, deveriam conversar. Ele começou a dar sermão, falando como se fosse superior, como se não tivesse culpa alguma.
Any se levantou e falou firme:
— Me leva embora, e amanhã a gente conversa.
Gegê concordou, e os dois voltaram andando para a festa. Os amigos de George os observaram com aquele olhar de quem pensa “brigaram, mas já fizeram as pazes”. Eles se despediram do pessoal e seguiram para o carro.
George tentou pegar na mão dela, abraçá-la, mas Any não permitiu. Entraram em silêncio. Ele perguntou se ela queria conversar, e ela balançou a cabeça, dizendo que não. Perguntou então se queria ir para a casa dele, e ela respondeu que não. Irritado, ele disse que assim ficava difícil.
Any começou a chorar, profundamente magoada. Gostava muito dele, se sentia bem ao seu lado, livre, sem precisar fingir. Ele era o oposto de todos com quem já estivera, e isso a encantava, mas sentia que não era recíproco.
George se calou, ficou sério e desviou o caminho. Any ficou inquieta, com medo. Ele a levou até um restaurante de beira de estrada, estacionou e começou a se preparar para descer. Ela ficou imóvel, paralisada.
Ele pegou na mão dela e disse:
— Vem, vou levar você pra comer.
— Tô sem apetite, não quero. Só me leva embora — respondeu ela, tirando a mão.
George ficou em silêncio, respirou fundo, irritado. Olhou para o outro lado e falou:
— A gente vai conversar e resolver tudo. É a última chance. Se não, já era, não quero mais saber de nada, Anya.

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