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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 4

Após a experiência com Peterson, que deixou em Miranda um misto de humilhação e alívio financeiro, ela buscou se reerguer. Com o dinheiro do inusitado encontro, ela conseguiu pagar algumas contas e encher a geladeira, mas a sensação de que aquilo não era o que queria para sua vida persistia. A prolactina alta e a produção de leite eram uma realidade, mas a forma como a explorou a fez desejar algo mais, algo que a fizesse sentir-se valorizada e não apenas um "fetiche".

Os dias se seguiram, e Miranda se viu em uma rotina de procurar empregos, mas sem sucesso. A solidão e a necessidade, porém, eram persistentes. Um dia, enquanto voltava de uma entrevista frustrada, seu celular apitou com uma notificação de um aplicativo de encontros que ela havia baixado por curiosidade, mas nunca usado. Era uma mensagem de um homem chamado Toni, que parecia ter ficado impressionado com seu perfil, lá ela mantinha com uma foto antiga e discreta, sem mencionar sua condição peculiar.

Toni, de trinta e poucos anos, apresentava-se como um artista visual, de aparência exótica, com longos cabelos loiros presos em um coque e olhos azuis penetrantes. Ele a convidou para um jantar em um restaurante "charmoso e discreto", algo que parecia a antítese de sua vida atual. A proposta era apenas um jantar, sem adiantamentos ou fantasias explícitas. A curiosidade e a chance de uma noite normal, com alguém que parecia interessante, a fizeram aceitar, afinal há muito tempo ela não dormia com ninguém.

Miranda não tinha muitas opções em seu guarda-roupa, mas escolheu o menos surrado dos seus vestidos, um modelo preto com um leve decote e mangas três quartos, que, apesar de simples, tentava transmitir um ar de leveza. Colocou seu perfume barato, que já não parecia tão enjoativo quanto no encontro anterior, e tentou refazer a maquiagem, aplicando os produtos com mais cuidado.

Chegou ao restaurante a pé, já que o local não era muito distante do ponto final do ônibus. A fachada do lugar era de fato charmosa, com luzes baixas e uma atmosfera convidativa. Toni já a esperava em uma mesa mais reservada. Ele era ainda mais bonito pessoalmente, com um sorriso gentil e olhos que a faziam sentir-se vista.

A conversa fluiu com uma leveza que Miranda não esperava. Toni falou sobre sua arte, sobre viagens e sobre o desejo de conhecer novas pessoas em um relacionamento aberto, ménages, surubas. Miranda, por sua vez, sentiu-se à vontade para compartilhar um pouco de sua rotina, sua busca por emprego e até mesmo sobre um curso de enfermagem, que queria terminar, omitindo, é claro, os detalhes mais íntimos de sua condição. Ele era atencioso, fazia perguntas e a ouvia com interesse genuíno.

Ela achou graça da sinceridade dele, sobre seus desejos particulares e fetiches. Quando o garçom trouxe o cardápio, Miranda sentiu um leve desconforto. Ela não tinha dinheiro para pagar nem um lanche daquele lugar, e Toni ainda não havia se manifestado sobre quem pagaria.

Ele folheou o cardápio com calma, e depois de um breve momento, disse com um sorriso encantador:

— O que você vai querer? Peça o que quiser, a noite é por minha conta.

Miranda sentiu um alívio imenso. Pediu uma porção simples de fritas e frango, enquanto Toni optou por algo mais sofisticado. A conversa continuou animada, mas quando a comida chegou, um engraçado e inesperado problema surgiu.

Toni comeu com uma velocidade impressionante, mal parando para respirar. Ele devorou seu prato, limpando o último resquício com o pão. Miranda, por outro lado, comia devagar, saboreando cada pedaço, acostumada a fazer suas refeições renderem. De repente, ele a olhou com um brilho nos olhos e disse:

— Nossa, que delícia! Estou com uma fome de leão, maior larica!

— Fumei um antes de vir.

— Você não vai comer isso tudo, vai?

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