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O Pai Bilionário do Meu Filho romance Capítulo 305

Jim foi direto até Jessica. “Eles machucaram você? Se fizeram isso, quebro as mãos deles.”

Ela o encarou, surpresa, sentindo o coração disparar. Aquelas palavras duras não combinavam com o Jim calmo e gentil que conhecia.

Talvez Jack estivesse certo... Talvez Jim não fosse tão inofensivo assim.

Por um momento, todos os Nielsen lhe pareceram perigosos. Até Jim a deixava inquieta.

Ela balançou a cabeça e instintivamente deu um passo para trás, criando distância. “N-Não.”

Sua mente estava uma bagunça. Ainda nem tinha assimilado o fato de que seu sangue havia sido tirado.

“Tem certeza de que está bem?”, Jim perguntou, examinando-a.

Jessica desviou o olhar rapidamente, sem querer se deixar levar pela aparente preocupação dele. “Estou bem.”

Ele percebeu o afastamento e sentiu um leve incômodo, mas aquele não era o momento. O que importava era tirá-la dali.

“Se está bem, então volte para ele”, disse.

Jessica piscou, surpresa. Ele estava deixando que fosse embora com Charles?

“Eu nunca disse que ela poderia ir”, interrompeu Oscar, de repente.

Nem mesmo Charles sabia qual era o plano de Jim, mas isso pouco lhe importava.

“Venha, Jessica”, disse Charles, mantendo a arma apontada para Oscar. Ele não confiava em ninguém ali.

Jessica olhou para Jim. Ao ver a aprovação silenciosa em seus olhos, respirou fundo e caminhou na direção de Charles, ignorando completamente Oscar.

“Segurem ela!”, gritou Oscar, com a fúria queimando no olhar.

Uma dúzia de seguranças se colocou à frente dela, bloqueando o caminho.

“Saíam da frente!”, Jim ordenou.

Os homens hesitaram, sem saber a quem obedecer.

“Moleque! Vai me desafiar agora?” Oscar estava furioso, e isso se refletia no seu rosto.

“Vovô, o senhor não tem o direito de arrastá-la para cá ou de impedir que ela vá embora”, respondeu Jim, com a voz calma e firme, mesmo diante da fúria do avô.

Antes que Oscar pudesse responder, Jim se virou para os seguranças. “Eu sou o responsável agora. Quem não obedecer vai ter que lidar comigo.”

Enquanto falava, sacou uma arma e apontou para os próprios homens.

Eles conheciam bem Jim para saber que ele não estava blefando.

Não tiveram escolha a não ser abrir caminho para Jessica.

Charles percebeu a palidez dela e segurou sua mão com delicadeza. “Ainda está pensando nisso?”

Ela se virou para ele. Quis dizer que não, mas acabou assentindo.

O rosto dele ficou tenso. Ele a puxou para perto, permitindo que se apoiasse em seu ombro. “Desculpe. Eu deveria ter te protegido. Deixei que se assustasse.”

Encostada nele, ela conseguiu se acalmar um pouco. Apertou a mão dele. “Não foi culpa sua. Mas posso te pedir uma coisa?”

“Claro.”

Jessica ergueu o olhar para ele. “Tenta não sacar a arma tão rápido, tá?”

Charles a encarou por alguns segundos e então fez um leve aceno. “Tudo bem. Mas se alguém ameaçar você, não posso simplesmente ficar parado.”

“Eu não quero que você mate ninguém por minha causa.” Sua voz saiu firme, e as sobrancelhas se franziram.

Ele apenas sorriu e afastou uma mecha de cabelo de seu rosto. “Boba. Eu posso atirar, mas isso não significa que vou mirar para matar.”

Ela fez uma pausa e então entendeu o que ele queria dizer.

Ele tinha razão... Poderia atirar sem acertar nada vital.

Mesmo assim, a presença de uma arma ainda a deixava inquieta. Ela não conseguia evitar a preocupação.

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