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O Pai Bilionário do Meu Filho romance Capítulo 438

Assim que as palavras saíram de sua boca, Jessica não pôde evitar observar, de forma divertida, a reação de Charles.

O maxilar dele se contraiu, os cantos da boca ficaram tensos e o olhar se estreitou.

“E o que você disse pra ele?”

“Eu?” Ela fingiu inocência. “Disse que, é claro, eu me lembrava de um idi*ta como ele.”

A mão que ele mantinha apoiada em sua cintura apertou-se de repente. O olhar profundo dele fixou-se em seu rosto, e sua voz desceu em um tom grave: “Então você se lembra do seu ex-namorado, mas não se lembra do próprio noivo?”

Ela piscou, confusa.

Esse não era o ponto. Ele não devia estar irritado com o Hugh por ter sido um péssimo ex?

Mesmo percebendo o incômodo dele, Jessica resolveu provocar um pouco mais.

“Bem... sim. Ele me magoou tanto que é difícil esquecer.”

A expressão de Charles escureceu ainda mais.

“Te magoou tanto assim? Então quer dizer que você tinha sentimentos profundos por ele?”

Ela o encarou, sem entender nada.

Ué, não acabei de pedir pra ele tomar o meu partido? Por que agora parece que ele está me interrogando?

“Ele me deixou no altar. Na frente de todo mundo. Isso não é ferida suficiente?”

E, pra completar, ainda a fez parecer uma traidora, como se ela fosse a vilã da história.

Os olhos de Charles se tornaram sombrios.

“E você não fez o mesmo comigo?”

Ah, então agora ele vai começar a me comparar?

“Eu... não é a mesma coisa. Ele não confiava em mim. Só não queria te arrastar pros meus problemas.”

“Não importa o motivo. Você fugiu do nosso casamento.” Pelo tom que ele usou, parecia até que ele era a vítima ali.

Ou seja, não importava quão válida fosse a justificativa dela no fim, ela sempre estaria errada.

“Tá bom. Foi minha culpa. Não devia ter ido embora”, ela admitiu, cutucando o peito dele com o dedo. “Mas eu não estou compensando isso agora? Vai me defender ou não?”

“Ele encostou em você?”

“Não”, ela respondeu, balançando a cabeça.

“Disse alguma coisa desrespeitosa?”

Ela negou de novo. “Não.”

Charles arqueou uma sobrancelha.

“Então o que exatamente você quer que eu faça com ele?”

“Se eu disser, você vai mesmo fazer?”

“Obviamente. Sou completamente dominado por você, lembra?”, respondeu em tom de falsa rendição.

Jessica sorriu, envolveu o pescoço dele com os braços e disse, pensativa: “Então tá. Demita ele, tire da empresa e garanta que nunca mais apareça por aqui. Que tal?”

Charles pareceu realmente considerar a ideia.

“Só queria cochilar. O que foi? Não posso mais?” Ela o olhou como se ele fosse o irracional da história.

“Pode. Mas me faz pensar que você está tentando me provocar.”

“O quê? Claro que não. Isso é coisa da sua cabeça.”

“Talvez. Mas você acendeu o pavio, amor.”

“E-eu não fiz nada! Você podia ter... sei lá... me acordado de um jeito normal!”

Por que ele tinha que acordá-la desse jeito, como se estivesse desesperado?

Ela tentou empurrá-lo de novo, mas ele não se mexeu. Era como empurrar uma parede; o olhar dele mostrava fome, como se estivesse prestes a atacá-la.

“Sa... sai de cima de mim!” Ela estava nervosa e corada.

Ele segurou o queixo dela, inclinou-o pra cima e a prendeu contra o sofá. A voz soou rouca, quase pecaminosa.

“Você acendeu o fogo. Agora é justo que o apague. Entendeu?”

Que fogo? Do que ele está falando? Ela não entendia e, sinceramente, nem queria entender. A tensão no corpo dele, o jeito como a olhava... tudo aquilo era demais.

“Eu...” Mal conseguiu dizer algo antes que ele a beijasse, com força. Todo o corpo dela se enrijeceu, paralisado.

“Humm... Você não disse que não podia dormir no escritório? Então o que é isso agora?” Ela o empurrou com as duas mãos, ofegante.

Ele respondeu com suavidade: “Eu disse que não podia dormir. Nunca disse nada sobre o que mais poderíamos fazer.”

E ele ainda tinha coragem de dizer isso com a maior naturalidade do mundo.

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