(POV de Olivia)
O primeiro gole queimou enquanto descia, mas o calor que se espalhou pelo meu corpo em seguida valeu a pena. Tomei outro gole, depois outro, desesperada para entorpecer a dor e o medo que ainda corriam por mim.
Quando tinha bebido metade da garrafa, meus movimentos se tornaram cambaleantes, e minha mente agradavelmente nebulosa. O trauma do ataque parecia distante, como um pesadelo que tinha acontecido com outra pessoa.
Levantei-me do sofá, balançando levemente, enquanto a sala se inclinava ao meu redor. Eu precisava ir para a cama antes de desmaiar.
Quando eu cambaleava em direção ao meu quarto, ouvi a porta da frente se abrir. Ethan estava na porta e trazia um pequeno saco de ervas curativas na mão.
Nossos olhos se encontraram. Tentei me concentrar em seu rosto, mas minha visão continuava embaçada.
— Você está bêbada. — Ele afirmou. Em sua voz havia uma mistura de surpresa e desaprovação.
Tentei passar por ele, mas perdi o equilíbrio. Ethan me segurou antes que eu pudesse cair, seus braços fortes me envolveram mais uma vez.
— Deixe-me ir. — Eu murmurei. Empurrando seu peito, fracamente.
Mas meu corpo cedeu, derretendo-se em seu abraço, como se lembrasse de uma época em que seu toque significava segurança e amor.
Ethan me abraçou com força, seus olhos cor de âmbar escurecendo enquanto ele olhava para o meu rosto corado. O vinho lunar no meu hálito se misturou ao cheiro de lavanda da minha pele em uma combinação inebriante.
— Você nunca foi resistente ao álcool. — Ele murmurou. Com a voz mais profunda do que antes.
Senti sua mão deslizar pelas minhas costas, emaranhando-se no meu cabelo úmido. Minha camisola escorregou de um ombro, expondo mais pele do que eu pretendia mostrar.
O saco de ervas caiu no chão quando a outra mão de Ethan segurou meu rosto, inclinando-o para cima. Seu polegar traçou meu lábio inferior, causando arrepios na minha espinha.
Ethan congelou e seus olhos cor de âmbar se arregalaram. Por um momento, ele pareceu aflito, como se minha dor o tivesse ferido fisicamente.
— Olivia. — Ele sussurrou. Com a voz embargada de emoção.
A maneira como ele disse meu nome, com ternura, quase com reverência, transportou-me de volta cinco anos no passado, para nossa primeira noite juntos. Eu estava nervosa, era inexperiente, e sentia medo da dor que viria.
— Ethan, por favor, seja gentil. — Eu implorei então. Meus olhos cor de esmeralda se arregalaram de apreensão.
Ele me beijou suavemente, prometendo cuidar do meu corpo, e fazendo com que aquele ato fosse bom para mim. E ele cumpriu essa promessa, tratando-me com uma ternura que eu não sabia que ele possuía.
Agora, enquanto ele olhava para mim com a mesma intensidade, as memórias de nossa intimidade passada voltaram, misturando-se com o presente até que eu não conseguisse mais separá-las.
Sem dizer uma palavra, Ethan me levantou do sofá e me carregou em direção ao quarto.

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