POV ALICE.
Me movimentei, notando que estava deitada sobre algo quente, macio e, ao mesmo tempo, firme. Ouvi um som rítmico que parecia um coração batendo tranquilamente. Deslizei minha mão pelo lugar onde estava deitada e senti uma textura que lembrava ondulações. Nesse momento, uma respiração calma e profunda soou acima da minha cabeça.
Então, memórias começaram a surgir em minha mente. Lembrei-me de estar com Darius, entregando-me às sensações avassaladoras que ele me proporcionou. Apenas a lembrança me fez corar e sentir um arrepio. Foi então que percebi onde estava e abri os olhos. Minha mão estava acariciando o abdômen musculoso de Darius, cujos contornos perfeitos se destacavam sob minha palma.
Elevei a cabeça devagar, apenas para encontrar seu olhar intenso fixo em mim. A vergonha me invadiu ao perceber que o estava apalpando sem perceber. Afastei-me rapidamente, sentando-me na cama. Darius permaneceu deitado, com uma expressão serena e, talvez, divertida. Ele entrelaçou os dedos atrás da cabeça, expondo ainda mais seu corpo divino e tentador. Meu olhar permaneceu preso àquela visão por um momento longo demais. Que vontade de deslizar minha mão novamente por aquele corpo… Controle-se, Alice, pensei, respirando fundo.
— Preciso ver minha mãe. Ela deve estar preocupada por eu não ter ido vê-la — falei, tentando quebrar o silêncio e dissipar a tensão que sentia. Levantei-me, mas Darius segurou meu braço antes que eu pudesse sair da cama.
— Sua mãe está bem. Pedi para minha mãe ir vê-la e fazer-lhe companhia. Sua mãe sabe que você está comigo, seu marido. Precisamos conversar — disse ele, em um tom sério e firme.
Senti-me aliviada ao saber que minha mãe estava bem, e que a mãe de Darius estava com ela. Pelo menos essa preocupação havia sido resolvida. Mas, ao mesmo tempo, sua seriedade me deixou intrigada.
— O que quer conversar? — perguntei, encarando-o com curiosidade.
— Sobre nós. Sobre o que aconteceu entre a gente. Alice, sei que você não queria se envolver sexualmente comigo e talvez esteja se sentindo arrependida. Mas quero que saiba que eu não me arrependo de nada. E não vou pedir desculpas por isso — declarou, seu tom firme e sincero.
— Eu… não estou arrependida do que aconteceu — respondi rapidamente, temendo que ele pensasse que eu não tivesse gostado.
O que aconteceu foi… diferente e único. Eu nunca havia sentido tanto prazer antes. Sempre alcancei o orgasmo nas experiências sexuais passadas, mas não com essa intensidade. E definitivamente não tantas vezes em tão pouco tempo.
Darius foi incrível e era a mais pura verdade. Ele havia me proporcionado sensações que eu nem sabia serem possíveis. Darius sorriu levemente, em me ouvir dizer que não estava arrependida, mas havia algo mais em seu olhar. Algo profundo e misterioso.
— É bom saber que não há arrependimentos. Baltazar precisa muito da companheira dele. De você. Esse contato físico é extremamente importante para nós, lycans — explicou, inclinando levemente a cabeça enquanto falava. Seus olhos me avaliavam atentamente.
— E você? Não precisa de mim? — Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia. Precisava saber o que ele realmente sentia, o que ele queria de mim. Darius suspirou e se sentou na cama, seus olhos se fixando nos meus com intensidade.
— Alice, eu não esperava outra companheira. Não queria outra companheira. Mas Baltazar te aceitou no momento em que sentiu seu cheiro. E isso é algo que não posso mudar. Eu ainda não sinto o vínculo de companheiro na mesma intensidade que meu lobo, mas sinto atração, desejo e uma necessidade de estar perto de você. Isso é o que posso te oferecer agora. Gosto de você, Alice, e te desejo. — Falou.

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