POV DARIUS.
Apenas a deusa Lua poderia ajudar Alice. Era o que eu achava e disse para ela. Desde que eu soube, ainda filhote, que eu era um ser amaldiçoado e por isso eu era tão instável e todos ao meu redor tinham medo de mim e que a deusa não poderia me ajudar. Deixei de acreditar nela.
Cresci sabendo que ninguém poderia me ajudar, e isso me revoltou na puberdade e me tornou ainda mais cruel do que eu já era. Foi então nessa época em que eu causava o terror por onde eu andava, que um de nossos anciões teve o sonho com a deusa Lua, dizendo que uma companheira seria minha salvação.
Eu não tinha crença na deusa, mas naquele momento tive esperança. Encontrei minha companheira e nada aconteceu e eu a matei com nosso filhote. E desde então não perco meu tempo acreditando na deusa Lua. Voltei minha atenção a Alice, quando ela falou.
— Como assim? — Alice perguntou, os olhos brilhando de ansiedade, a esperança parecendo acender dentro dela.
— Dizem que a deusa sabe tudo — respondi, fitando seu rosto com atenção. — Ela conhece cada ser deste mundo. Só ela pode te dar as respostas que busca. Ela pode dizer quem você era antes de perder a memória e o que aconteceu para você ter ido parar naquele beco. — Comentei.
Minha mãe sempre disse que a Lua nos vigiava a cada momento e sabia de tudo que acontecia aqui nesse mundo. Alice arregalou os olhos, pude ouvir a sua respiração se acelerando. Ela se afastou um pouco, como se quisesse me observar melhor, e, com a voz tremendo de expectativa, perguntou:
— E... e você acha que a deusa vai realmente responder às minhas perguntas? — perguntou apreensiva.
— Sim — afirmei com convicção.
Ela acenou devagar com a cabeça, os lábios entreabertos, assimilando minhas palavras. Mas, de repente, seu semblante mudou. Sua expressão ficou séria, seus ombros se retesaram. Franzi o cenho, desconfiado. Eu não gostava dessa sua apreensão repentina.
— O que foi? — perguntei, minha voz mais baixa, mais firme. Eu queria saber o que passava por sua mente para deixá-la tensa. Alice hesitou por um instante, mas, por fim, disse:
— Lulu falou mais algumas coisas e foi sobre Eugênia. — Mencionou, tensa. Meus punhos se cerraram instintivamente. Aquela m*****a gata estava se metendo demais.
— O quê, exatamente, ela te contou? — Minha voz saiu mais fria do que eu pretendia.
Alice umedeceu os lábios e inspirou-se fundo antes de continuar. Notei seu nervosismo em falar sobre Eugenia, ela sabia que eu não gostava de falar dela.
— Lulu disse que a deusa Lua sempre amou os lycans e que a família real sempre foi protegida por ela. Mas o santuário dedicado à deusa foi fechado por Eugênia. A rainha ficou tomada pela ira e mandou que ele fosse selado para sempre, proibindo qualquer um de encontrá-lo novamente. Ela não concordava que seus filhos pagassem pelos erros de Julian e, indo contra a deusa, recorreu à magia negra para tentar livrá-los do fardo imposto a eles. Mas algo feito por uma deusa não pode ser desfeito tão facilmente… e o plano falhou. E isso parece não ter agradado à deusa. No fim, tudo o que ela conseguiu foi transferir a maldição para a próxima geração… e complicar ainda mais as coisas. — Contou Alice.
O meu sangue ferveu nas minhas veias ao ouvir aqueles nomes. Eugênia e Julian. Meus malditos avós. Apertei os dentes, a raiva queimando dentro de mim como uma fornalha.
— M*****a seja! — Falei bravo. Baltazar rosnou em minha mente, sua voz reverberando alto em cada parte dela.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.