POV ALICE.
O dia de dar a resposta a Darius chegou. Nos últimos dois dias, tentei seguir minha vida normalmente, mas a toda hora eu lembrava daqueles olhos azuis brilhantes e daquele rosnado feroz que vinha de Darius. Eu sentia calafrios só em lembrar. Devo admitir: aquele homem me causava um certo medo, mas não posso me submeter.
A manhã passou rápida. Mamãe estava a todo momento vindo me ver para saber se eu estava bem. Ajudei-a com o almoço e, assim que almoçamos e terminamos de limpar tudo, Luís apareceu. Ouvi a buzina do carro, fui ver quem era e o encontrei encostado no carro, me aguardando com um sorriso acolhedor. Fico pensando como seria se eu me apaixonasse pelo meu melhor amigo e correspondesse a seu sentimento.
— O que você faz aqui? Que surpresa! — falei enquanto chegava perto dele.
Luís me puxou para um abraço apertado. Eu me entreguei aquele carinho; estava precisando de um pouco de afeto para acalmar um pouco. Eu estava nervosa, pois a qualquer momento Darius poderia aparecer, e meu tormento começaria assim que lhe desse minha resposta.
— Vim te buscar. Achei melhor te levar de carro, em vez de você pedalar até a clínica veterinária. Imaginei que estivesse nervosa com o dia, de hoje. Mas, Lice, eu estou com você para o que der e vier. Pode contar comigo. — Falou Luís e deu um beijo na minha testa.
— Obrigada, Luís. Nem sei o que seria de mim sem teu apoio, de minha mamãe e de Abi. Amo vocês. — Falei emocionada.
— Não precisa me agradecer. Eu faria tudo por você, Alice. — Ele falou, se afastando um pouco para olhar em meus olhos.
Luís era um homem muito bonito; sua beleza podia se igualar à de Darius. Mas que merda estou pensando, comparando ambos? Não devo achar Darius lindo, mesmo ele sendo.
Afastei meus pensamentos indesejáveis e me virei na direção da porta de minha casa, onde minha mãe nos olhava e sorria. Fui até ela, que estava segurando minha bolsa.
— Sua bênção, mamãe. — Pedi.
— Deus lhe abençoe e acompanhe, minha filha. — Respondeu minha mãe e me puxou para um abraço apertado.
— Amém. — Respondi.
— Tenta não se preocupar, Alice. Tudo dará certo no final. Estamos juntas nessa batalha. — Falou mamãe no meu ouvido baixinho e depois beijou minha testa, me afastando. Eu não queria ir; era tão bom estar na proteção dos braços da minha mãe.
— Vou manter a calma. Prometo. — Falei e me afastei, indo em direção a Luís, que acenou para minha mãe. Os dois se adoravam. Pela minha mãe, eu estaria casada com Luís. Entrei no carro, na parte do passageiro, e Luís ocupou o assento do motorista e deu partida.
Não demorou muito para chegarmos ao meu trabalho. Abi já me esperava na porta da recepção. Assim que me aproximei, ela me puxou para um abraço. Meus amigos adoram abraçar, e eu gosto de receber o carinho deles.
— Estou aqui, amiga. Estarei sempre ao teu lado. Enfrentaremos aquele louco juntas. — Disse Abi. Fechei os olhos com força para não chorar.
— Obrigada, Abi. — Falei apenas com a voz embargada. Ela me soltou e virei para despedir de Luís.
— Obrigada pela carona. — Falei agradecida.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.