POV DARIUS.
Rosnei quando ouvi a resposta dela. Como essa humana fraca ousa me rejeitar? Aproximei meu rosto do dela, inclinando-me um pouco para ficar na altura daquela baixinha folgada. Ela deu um passo para trás, tentando fugir, mas fui mais rápido e a segurei pela cintura. Podia sentir o cheiro do seu medo. É bom ter medo de mim. Mas também senti seu aroma natural, que me deixava embriagado. Perguntei, bravo e falando entre dentes, se ela ousava me rejeitar.
— Vai com calma, Darius. Não assuste nossa companheira e piore ainda mais a situação — disse Baltazar, mentalmente e bastante calmo para quem acabou de ser rejeitado.
— Por que você está tão calmo? Alice nos rejeitou mais uma vez! — perguntei mentalmente.
— Notei na voz dela uma certa indecisão. Não há firmeza na resposta. Alice está com medo e intimidada por nós — falou Baltazar, confiante.
— Sua confiança se baseia nisso? Deixe que cuidarei de tudo. Só peço que não interfira. Agora será do meu jeito — falei. Eu já sabia o que fazer para dobrar essa humana. Ela virá correndo atrás de mim.
— Já lhe disse que não admito que a faça sofrer, então cuidado com seus métodos — alertou Baltazar em minha mente. Parei de falar com meu lobo e voltei minha atenção à teimosa da minha companheira, que irei domar.
— Me diga, como ousa me rejeitar desse jeito? — perguntei mais uma vez. Alice me olhou temerosa. Ela estava tremendo um pouco em meus braços. Puxei seu corpo para mais perto do meu. Eu podia sentir o calor do corpo dela, o perfume suave que a envolvia. Seus olhos refletindo um pouco de medo, mas de repente surgiu determinação no fundo deles.
— Não vou me submeter a você, Darius — repetiu, mas sua voz tremeu levemente, traindo a fachada de coragem.
Por um instante, me permiti admirar a força dela. Alice não era como as fêmeas lycan, mas sabia ser corajosa. Ela não se dobrava facilmente, e isso apenas aumentava meu desejo de domá-la. Ela precisava entender que fugir de mim era impossível. Eu não permito que algo que me pertence escape de minhas mãos. Mesmo ainda não sentindo o que Baltazar sente por nossa companheira, ela me pertencia. Foi prometida a mim pela deusa Lua. Não a deixarei escapar, ainda mais diante de tudo que está em jogo.
— Você ainda não entendeu, Alice. Você acha que tem escolha, mas, no final, descobrirá que não tem e se casará comigo. Você é minha, e ninguém pode mudar isso — comentei. Ela tentou se afastar novamente, mas eu a mantive firme em meu aperto. A fera dentro de mim queria dominar, mas lutei contra o impulso. Não era medo que eu queria dela, mas sim rendição.
— Você acha que pode fugir de mim? — perguntei, meus olhos fixos nos dela. — Você pode continuar lutando, mas, no fundo, sabe que está destinada a mim. E terá que se submeter. Alice ergueu o queixo, me desafiando mais uma vez:
— Eu nunca vou aceitar isso, Darius — falou, cheia de coragem. Só meus pais ousavam me chamar pelo meu primeiro nome. Por um instante, eu gostei de como meu nome ficava em sua voz.
Eu sorri com frieza. Sabia que o tempo estava ao meu favor. Ela podia resistir agora, mas era apenas uma questão de tempo até entender o inevitável: não tinha como se livrar de seu destino, que era ao meu lado.
— Vamos ver, pequena. Vamos ver. Essa é sua resposta final? — perguntei, lhe dando chance de mudar de ideia e aceitar ser minha esposa. Mas eu sabia que minha companheira era teimosa. Soltei sua cintura e dei um passo para trás, observando enquanto ela respirava fundo, tentando recuperar a compostura. Seus olhos ainda estavam fixos nos meus, cheios de emoção.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.