POV DARIUS.
Baltazar rosnou alto e feroz, usando sua voz de alfa supremo para se comunicar com os lobos de meus betas.
— Saiam agora, senão querem morrer dolorosamente. — Ordenou mentalmente, cheio de raiva. Giovanni e Gabriel saíram rapidamente. Como havia mencionado, ninguém discute com Baltazar. Revirei os olhos com seu excesso de raiva.
— O que significa isso, Baltazar? — Perguntei.
— Cale-se, pois agora você vai me escutar. Você não deixará minha companheira no relento, passando fome e frio, jogada como um saco de lixo na sarjeta. Eu te proíbo! Darius, você não quererá me ter contra ti. — Ameaçou, cheio de raiva. Fiquei surpreso com sua reação, nunca o vi assim.
— Quer se acalmar e parar de me ameaçar? Alice não ficará na rua, abandonada à própria sorte. Eu a trarei para cá. Ela não terá escolha. — Comentei e sorri.
— Idiota, você não pensa? E aquela mãe intrometida dela? Acha que Alice deixará a mãe na rua? Não, ela a trará junto. Como o gênio planeja lidar com aquela velha intrometida? Porque, uma hora, você terá que contar nosso segredo e apresentar nosso mundo para Alice. Ela é nossa companheira, mas a mãe dela não é. O que fará com ela? — Perguntou Baltazar, me enchendo de questões.
— Lidarei com cada caso no seu tempo. Sei que Alice não abandonará a mãe, então darei um jeito de hospedar minha sogrinha bem longe de nós. Ou posso dar fim de vez naquela mulher intrometida. — Falei.
— Francamente, acho que a poção daquela bruxa te afetou, pois, depois que tomou, ficou burro. Se der fim à nossa sogra, Alice vai nos rejeitar de verdade, e eu vou te trancar para sempre e assumirei seu lugar. — Disse tranquilamente a última parte. Eu senti sua sinceridade.
— Baltazar, Alice também é minha companheira, e não a quero longe. Meu plano dará certo. Alice não parará na rua, pois acredito que ela aceitará ser nossa esposa assim que souber que comprei o sítio e vou despejá-la para construir um restaurante no lugar. Direi que demolirei tudo. Ela e a mãe amam aquele lugar. Nas minhas investigações anteriores, descobri que aquele sítio foi a única coisa que os pais de Antônia Miller deixaram para ela. Aquela propriedade pertence à família de Antônia há gerações. Elas não vão querer ver aquilo destruído. — Comentei.
— Nesse ponto, você está certo. Mas fique sabendo que, se Alice aceitar, vai te odiar. — Falou, bufando.
— É aí que você entra, se isso acontecer. Acredito que o coração de Alice amolecerá quando souber que somos seu amado lobinho. — Falei, sorrindo.
— Você pretende me usar para conquistar nossa companheira? Não tem vergonha de explorar um pobre lobinho? — Falou, fazendo drama. Eu ri de sua fala dramática.
— Baltazar, sei que vai adorar ser paparicado por Alice. Então, pare de reclamar. — O repreendi.
— Você me convenceu. Usaremos seus métodos. Mas, se fizer minha Alicinha sofrer, eu te castigarei. Agora me diga: quando seu plano entra em prática? — Perguntou.
— Meu plano já está em curso. Assim que recebi a resposta de nossa companheira, acionei nossos advogados. Amanhã cedo, Alice terá uma surpresa nada agradável. — Falei, confiante em meu plano.
POV ALICE.
— Não, Alice. Eu te conheço. Deu nome para essa gata e vai acabar adotando-a. — Disse mamãe, não gostando nada do rumo que isso tomava. Eu ri e pisquei para Lulu.
— Eu sempre quis ter uma gatinha branca. Já a adotei. Agora, ela é minha Lulu. — Falei, feliz. Lulu me fez esquecer aquele idiota do Darius.
— Mas, filha, e se ela tiver um tutor, que esteja desesperado à procura dela? — Perguntou mamãe. Olhei para ela, ficando triste. Minha mãe estava certa.
— Vou colocar um cartaz lá na clínica, avisando que encontrei uma gatinha. Se alguém aparecer, eu devolvo a Lulu. Agora, se ninguém a procurar, ela será minha. — Falei. Mamãe sacudiu a cabeça e riu de mim. Nesse momento, bateram na porta.
Meu coração deu um salto no peito. Olhei para mamãe, que me olhou preocupada. Caminhei até a porta com Lulu nos braços e seguida por minha mãe. Será que Darius estava à porta? Me perguntava. Abri a porta, pronta para uma briga, mas só encontrei dois homens de terno.
— Antônia Miller? — Perguntou um dos homens.
— Sou eu, o que desejam? — Perguntou mamãe ao meu lado.
— Somos oficiais de justiça e temos uma ordem de despejo.

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