POV DARIUS.
Encostei-me na parede do corredor que levava até a UTI, cruzei meus braços enquanto observava os movimentos frios e precisos da equipe médica. Estar aqui não fazia parte dos meus planos. Mas Baltazar não ficaria longe da nossa companheira e infernizaria minha vida se eu não viesse para esse hospital, ele precisava da presença de Alice.
Já era difícil para ele não ter concluído o vínculo de companheirismo. Só eu podia sentir como meu lobo estava infeliz com essa situação. Então aqui estou eu, vigiando minha companheira teimosa. Eu, um rei alfa supremo, tendo que conquistar uma humana fraca.
Eu nunca precisei correr atrás de fêmea, elas sempre se ofereciam para mim. Essa situação é patética, mas não posso ignorar o vínculo fraco que sinto por Alice. Eu não sou louco por ela como Baltazar, mas sinto uma certa necessidade de vê-la e protegê-la.
Continuei parado observando o corredor e o acontecia dentro da UTI. Algo em Alice… em sua força, mesmo diante de tanta dor, fazia com que eu não conseguisse sair dali. Eu queria estar ali para ela. Droga de vínculo. Baltazar estava inquieto. Sentia o peso da preocupação dela, como se fosse nosso. Mesmo não consumando nossa ligação, meu lobo já podia sentir as emoções de Alice. E isso o deixava nervoso e preocupado com o bem-estar da nossa companheira.
— Está ouvindo isso? — rosnou Baltazar, ansioso.
Logico que eu havia ouvido. Minha audição ampliada captava cada palavra de Alice, mesmo através das paredes e da porta da UTI. Sua voz carregava uma dor que me incomodava profundamente.
— Por favor, não desista agora. Eu… preciso de você. Não me deixe sozinha — disse Alice.
Baltazar praticamente vibrou dentro de mim.
— Ela está sofrendo. Você ouviu? Precisa fazer algo, Darius — disse Baltazar. Revirei os olhos.
— O que quer que eu faça? Eu não sou um curandeiro — respondi, tentando ignorar a urgência na voz dele.
— Não sei, chame um curandeiro, dê apoio para ela, mostre que se importa e está arrependido de ter causado isso à mãe dela. Isso será um começo — insistiu Baltazar. Alice continuou, a voz trêmula, mas carregada de determinação:
— Você sempre me ensinou a lutar, a nunca desistir. Agora é a sua vez, está bem? Lute por mim, pela sua vida — disse Alice.
— Que mulher incrível — murmurou Baltazar, quase suspirando. — Ela é perfeita para nós — completou ele.
— Você está ficando sentimental demais, Baltazar — debochei, mesmo sentindo uma pontada de verdade em suas palavras. Então, Alice, ela disse algo que me fez congelar.
— Fiz algo que você nunca aprovaria… Mas foi necessário. Cedi à chantagem do Darius Moss — disse Alice. Baltazar soltou um rosnado animado.
— Isso! Ela está pensando em nós. Talvez não positivamente, mas é um começo — disse Baltazar, entusiasmado.
— É só culpa e raiva. Não comemore cedo demais — retruquei, embora meu peito tivesse se aquecido com a menção do meu nome.
— Precisa parar de ser tão frio e começar a usar o que tem a seu favor. Seduza-a, conquiste-a — aconselhou Baltazar, empolgado.
— Não estou em busca de romance, Baltazar. E Alice está longe de querer isso de mim — respondi, tentando ser prático. Baltazar bufou, mas antes que pudesse rebater, Alice voltou a falar:
— Agora vou me casar com ele. Vou me tornar a senhora Moss. E… estou com medo, mamãe — disse Alice. Um silêncio pesado caiu entre mim e Baltazar. Ele foi o primeiro a quebrá-lo.
— Ela está com medo de você. Talvez você devesse… sei lá, tentar ser menos intimidador — sugeriu Baltazar. Como se ele não vivesse no mesmo corpo que eu. Ele era mais intimidador e ameaçador que eu. Todos o temiam só em escutar seu nome.
— É mesmo? Então, por que ela não mencionou um lobo a abraçando? — retruquei, debochado.
— Porque ela ainda não sabe o que somos. Espere até ela ver o quão incrível que sou, e Alice ama seu lobinho, quando souber que voltei, vai ficar eufórica — rebateu Baltazar, confiante. Eu ri baixinho, incapaz de resistir à infantilidade dele. Alice continuava:
— Talvez eu devesse ter me entregado a alguém antes, só para que ele não tivesse essa honra — disse Alice, com um tom quase arrependido.
Isso me fez endireitar na parede e rosnar em pensar nela com outro. Baltazar ficou em silêncio por um momento antes de explodir em gargalhadas. Eu achava que ele fosse rosnar de ciúme. Quem entende esse lobo bipolar?
— Ela está pensando nisso! Ela está pensando em nós nesse sentido! — exclamou Baltazar, radiante. Por Alice pensar em sexo conosco.
— Controle-se — avisei, embora meu coração estivesse acelerado.
— Darius, ouça meu conselho. Seduza-a. Conquiste-a. Faça com que ela esqueça qualquer medo ou dúvida — sugeriu Baltazar, sério.
— Ela está vulnerável, Baltazar. Não vou aproveitar isso — respondi, firme.
— Você é tão teimoso. Não é aproveitar, é mostrar que você pode ser alguém em quem ela confia. Que você pode ser o homem… e o lobo que ela merece — completou Baltazar, com um tom mais calmo.
Suspirei. Era difícil argumentar com Baltazar quando ele estava tão determinado. Mas ele tinha razão em uma coisa: Alice estava começando a sentir algo. E, mesmo que eu não quisesse admitir, isso mexia comigo. Eu nunca imaginei que pudesse me sentir assim de novo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.