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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 60

POV DARIUS.

A porta da ala da UTI se abriu, e Alice passou por ela bastante abalada. Eu a observava com atenção; Baltazar estava apreensivo pelo estado emocional de sua companheira. Assim que me notou parado no corredor, Alice reclamou da minha presença ali.

Ela quis saber se eu não tinha trabalho a fazer. Até parece que Baltazar e eu deixaríamos ela aqui, nesse hospital, sozinha, com aquele Luís a rondando e cobiçando o que é nosso. Depois de uma conversa estressante, como sempre, voltamos para a sala de espera, onde a amiga de Alice a aguardava com aquele infeliz do Luís.

Alice ficou emocionada quando falou do estado da mãe, e, antes que um dos dois pudesse se aproximar para consolá-la, eu a abracei por trás, lhe dando apoio e carinho. Alice não me afastou; ela aceitou o abraço e relaxou em meus braços. Baltazar vibrou de felicidade.

Abigail arregalou os olhos, surpresa, ao nos ver abraçados. Luís bufou, insatisfeito. Fiquei muito satisfeito com seu descontentamento. Ele precisa entender que não tem chance alguma com Alice. Ela é minha, e eu o matarei se continuar desejando o que é meu.

— Continue assim, lhe dando carinho. Não ouse ir embora. Só sairemos daqui quando a mãe dela estiver bem e levaremos Alice para a alcateia conosco. — Disse Baltazar mentalmente.

— Você só pode estar louco. Tenho uma alcateia e um reino para cuidar, sem mencionar as empresas humanas e de seres sobrenaturais. Não posso esperar Antônia melhorar para voltar para casa. — Mencionei.

— Não podemos deixar Alice sozinha com Luís. Ela está vulnerável, e aquele infeliz vai se aproveitar para ficar agarrado na nossa companheira quando não estivermos por perto. — Reclamou Baltazar, irritado com a ideia de deixar Alice.

— Baltazar, eu tenho responsabilidades, assim como você. E não podemos ficar muito tempo aqui. Lembra que somos amaldiçoados? Logo chegará o dia da besta infernal se manifestar. Não podemos correr o risco de nos transformar fora do cofre. Não quero machucar Alice. — Comentei, apreensivo, ao mencionar a besta.

— Acredito que Antônia pode se curar mais rapidamente se você pedir auxílio a algum ser sobrenatural. Um curandeiro pode curar a mãe de Alice. Assim, poderemos levar nossa companheira para casa. — Falou Baltazar.

— Não sei se essa ideia é boa. Não quero que ninguém fora da alcateia saiba da existência da Alice. — Comentei.

— Podemos confiar em Antony. Ele sempre serviu nossa alcateia, é leal a nós e sempre foi nosso amigo, lembra? — Disse Baltazar.

— Sim, eu lembro. Mas, depois do que aconteceu com nossa primeira companheira, eu o afastei, assim como afastei Giovanni e Gabriel. — Falei. Meus betas não posso manter muito longe de mim, mas aquela intimidade, cumplicidade e amizade de antes foram ofuscadas pela dor e ódio.

— Mas eles nunca desistiram de nós. E sei que farão de tudo para nos ajudar. Dê uma chance. Precisamos levar Alice para casa. Quanto tempo você acha que nossos inimigos levarão para descobrir sobre ela? Acha que eles não vão estranhar o rei alfa supremo plantado num hospital dia e noite por uma humana? Logo descobrirão, e Alice e a mãe não estarão seguras. — Argumentou Baltazar.

Ele estava certo. Eu precisava tirar ambas daqui logo e mantê-las seguras. Suspirei, frustrado, por ter que pedir ajuda. Eu sempre resolvo meus problemas sozinho, mas agora estava fora do meu alcance. Abracei Alice com mais força e a levei até um sofá, onde nos sentamos. Ela pareceu perceber estarmos muito próximos e se afastou devagar, agradecendo com um aceno.

— Está bem, Baltazar. Conversarei com Antony, mas terei que fazer isso pessoalmente. Para isso, teremos que deixar Alice sozinha com Luís. — Falei, e Baltazar rosnou, insatisfeito.

CAPÍTULO SESSENTA: PEDINDO AJUDA. 1

CAPÍTULO SESSENTA: PEDINDO AJUDA. 2

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