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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 61

POV ALICE.

Estava sentada na sala de espera do hospital, a cabeça abaixada, as mãos entrelaçadas e o coração apertado. Rezava em silêncio pela recuperação de minha mãe. As palavras fluíam num misto de súplica e esperança. Darius havia saído há pouco, e, por mais que eu não quisesse admitir, sua ausência era estranhamente incômoda. Eu tentava me concentrar na prece, mas, vez ou outra, me pegava pensando nele, naquele jeito imponente e na sensação de segurança que seus braços me proporcionavam.

Abigail e Luís estavam ao meu lado, mas se mantinham em silêncio, respeitando meu momento. Eu podia sentir a ansiedade de Abi crescendo, pois ela não parava de mexer os pés; eu conhecia minha amiga, ela estava claramente louca para me questionar sobre a presença de Darius ali e sobre o que ela viu entre nós. Luís, por outro lado, parecia mais inquieto do que curioso. Eu ouvia seus dedos batucando no braço da cadeira. Eu sabia que, assim que terminasse de rezar, eles não demorariam a me bombardear com perguntas.

Respirei fundo ao encerrar minha oração e abri os olhos lentamente. Antes que qualquer um deles pudesse dizer algo, me antecipei.

— Preciso ir ao sítio. Ver como estão os animais e a casa. Saímos às pressas e nem tive tempo de fechar nada — falei, olhando para Luís e tentando mudar o foco da conversa. Luís me encarou por um momento, como se ponderasse o que dizer, antes de responder:

— Não se preocupe com isso, Alice. O senhor Francisco fechou tudo para você e me entregou as chaves da casa. Quanto aos animais, pedi a ele para ajudar, e ele se prontificou. Além disso, seu Francisco enviou um dos seus funcionários para cuidar da horta. E mais tarde irei até lá ver como estão as coisas e cuidarei do que for preciso — disse Luís, com um sorriso gentil. Fiquei surpresa e emocionada com o cuidado.

— Luís, muito obrigada, de verdade. Não sei o que faria sem você e o senhor Francisco — agradeci, sentindo o alívio se instalar em mim. Abi, no entanto, não perdeu tempo e interrompeu:

— Tudo bem, Alice. Isso é ótimo, mas… pode me explicar o que Darius Moss está fazendo aqui? Depois de tudo, após causar um infarto na tia Antônia? — Perguntou Abi, ansiosa. Suspirei. Sabia que esse assunto viria à tona uma hora ou outra. Abigail não sossegaria enquanto não soubesse.

— Abi… — comecei, hesitante. Ela arqueou as sobrancelhas, me encorajando a continuar. Respirei fundo e, com um nó na garganta, disse:

— Tive que aceitar a proposta de casamento dele. Minha mãe precisava ser operada imediatamente, estava à beira da morte, e eu não tinha dinheiro para pagar. A vida dela era mais importante que a minha liberdade. — Contei. Abi arregalou os olhos, incrédula.

— O quê? Você aceitou se casar com ele? Alice, isso é… sinto muito por isso, minha amiga! — lamentou, segurando minha mão.

— Não foi fácil tomar essa decisão, Abi, mas eu não tinha outra escolha — falei, frustrada. Abi mordeu o lábio, processando tudo, e depois olhou para mim com uma mistura de compaixão e curiosidade.

— Certo, eu entendo isso. Mas… e aquela cena de vocês dois? O abraço? A intimidade? O que foi aquilo? — perguntou, com um sorriso de lado. Essa, minha amiga, não tem jeito. Desviei o olhar, constrangida.

— Nada. Eu só… aceitei o consolo num momento de fraqueza. Só isso — respondi, tentando parecer indiferente. Abi me olhou avaliativamente antes de soltar uma risada sapeca.

CAPÍTULO SESSENTA E UM: CIÚME. 1

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