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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 63

POV ALICE.

O silêncio na sala parecia ensurdecedor, preenchido apenas pelo som da minha própria respiração descompassada. Agatha e Bartolomeu Moss estavam diante de mim, e a revelação de que eram os pais de Darius foi uma grande surpresa, deixando-me tensa. Meus olhos saltaram de um para o outro, ainda tentando absorver a informação. Era evidente que compartilhavam alguns traços: a postura imponente de Bartolomeu, o olhar perscrutador e, de alguma forma, assustadoramente semelhante ao de Darius.

Já Agatha tinha um sorriso caloroso que mascarava a intensidade de sua presença. Por um momento, as palavras simplesmente desapareceram da minha mente. Abigail, ao meu lado, parecia tão perplexa quanto eu. Ela inclinou-se e sussurrou, com um tom misto de curiosidade e diversão:

— Parece que seus sogros vieram te conhecer — disse Abigail.

Revirei os olhos, mordendo o lábio para conter uma resposta. A última coisa que eu queria era me estressar mais do que já estava com tudo o que estava acontecendo.

— É um prazer conhecê-la, Alice. Meu filho nos falou sobre você, e não pude resistir à ideia de conhecê-la pessoalmente. — disse Agatha, avançando um passo. Ela segurou minhas mãos antes que eu pudesse recuar. Seu toque era surpreendentemente caloroso, mas não me trouxe conforto. — Lamento muito saber sobre a sua mãe. É uma situação terrivelmente difícil. Se houver algo que possamos fazer, por favor, me diga. — completou Agatha.

Sua gentileza me pegou de surpresa, deixando-me ainda mais desconfortável. Sorri tensamente, tentando agradecer.

— É muita bondade sua, senhora Moss, mas está tudo sob controle. — respondi, tentando soar educada. Minha voz saiu mais fria do que eu pretendia, mas era difícil relaxar sob o olhar atento de Bartolomeu Moss.

Ele permaneceu em silêncio, apenas me observando. Era como se ele pudesse ler todos os meus pensamentos, cada dúvida e insegurança que pairavam na minha mente. Seu olhar me dava calafrios. Sentia-me sendo observada por um predador. Agatha inclinou a cabeça, ignorando completamente minha tensão.

— Por favor, me chame de Agatha. Somos uma família, afinal. — disse Agatha, com um sorriso que parecia genuíno, mas que só aumentou minha irritação.

Família? Como Darius ousava envolver seus pais em algo que deveria ser apenas entre nós dois?

— Alice, querida, sei que Darius pode ser… como direi? Um tanto dominador, mas ele tem um bom coração. — Continuou Agatha, sua voz repleta de uma ternura que me desarmava, mesmo contra a minha vontade. — Quando ele me contou sobre você e o que estava acontecendo com sua mãe, soube imediatamente que precisava conhecê-la e me colocar à sua disposição para lhe ajudar.

Respirei fundo, tentando controlar a raiva crescente. Minha mãe estava nessa situação porque Darius causou isso.

— Ele não precisava envolvê-los nisso. — Falei, minha voz firme, embora Abigail me cutucasse discretamente, como se me alertasse para maneirar.

Bartolomeu, que até então estava calado, finalmente falou, sua voz grave preenchendo o ambiente:

— Darius é um homem que age com propósito. Se ele trouxe você para nossas vidas, há uma razão sólida para isso — disse Bartolomeu, com um tom sério e rígido.

Suas palavras recaíram sobre meus ombros como chumbo. Antes que eu pudesse responder, Agatha apertou minhas mãos novamente, desviando minha atenção de volta para ela.

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