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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 79

POV DARIUS.

Continuei trabalhando no meu escritório. Alfa Estevão estava me causando problemas ao norte. Preciso lembrá-lo quem eu sou. Acho que ele esqueceu com quem está lidando ou perdeu o juízo. Distraído entre contratos das empresas humanas e relatórios da alcateia que eram passados por meus betas mentalmente, eu nem percebi que a noite havia chegado.

A noite caiu, trazendo consigo um silêncio que eu apreciava. A mansão estava silenciosa; eu gostava disso, e todos sabiam. De repente, comecei a pensar em Alice. Ela, pouco a pouco, estava invadindo meus pensamentos. Contra minha vontade, o vínculo de companheirismo estava me afetando. Eu não podia admitir que estava começando a gostar dela.

Alice era uma humana única, e sua oposição à minha autoridade me intrigava e irritava em medidas iguais. Ela era diferente de qualquer outro ser que eu conhecera, e essa diferença fazia meu mundo, sempre tão controlado, sair dos eixos. Sacudi a cabeça para tirá-la de minha mente; eu precisava voltar aos meus afazeres.

— Você sabe que logo não conseguirá parar de pensar em nossa companheira. E que isso é inevitável. Por que não aceita logo Alice como sua companheira? — perguntou Baltazar, invadindo meus pensamentos. Eu detestava quando ele fazia isso.

— Você não perde essa mania de ser intrometido? — perguntei, irritado.

— Não quando o assunto também me compromete. Alice também é minha companheira, e eu vivo no mesmo corpo que você. Então, tenho todo o direito de me intrometer quando o assunto é ela — argumentou Baltazar.

— Você não tem direito sobre meus pensamentos. Já conversamos sobre isso. Pensei que tivéssemos um acordo. Mas, desde que Alice apareceu, você está se comportando com muita imprudência e inconsequência — repreendi.

— Você pensa assim porque não aceita o vínculo. Quando aceitar, vai agir pior do que eu. Agora me responda: até quando vai fugir do inevitável? — perguntou ele.

— Baltazar, vai dormir. Tenho muito o que fazer — falei e o bloqueei, não respondendo sua pergunta.

Passei os próximos minutos no meu escritório antes do jantar, revisando o contrato de casamento preparado pelo meu advogado. Ele fez a parte básica do contrato; agora faltava colocar nossas exigências, conforme o que concordarmos. O documento era objetivo e abrangia todos os aspectos de um acordo de casamento.

Eu sabia que Alice teria objeções. Nossa conversa não seria fácil, e isso estava claro desde o momento em que ela saiu do meu escritório com o queixo erguido e os olhos brilhando de determinação. Resolvi que o jantar seria o momento ideal para abordar esse assunto. Precisávamos alinhar nossas expectativas.

Descendo as escadas, o aroma delicioso vindo da sala de jantar me envolveu. Os ômegas, que cuidavam da cozinha, sabiam que eu era exigente com o que comia. De repente, não era mais a comida que ocupava meus pensamentos e si uma certa humana teimosa.

Quando cheguei a sala de jantar, Alice já estava lá, sentada à mesa, ao lado da sua mãe, com as mãos sobre seu colo e uma expressão singela no rosto. Ela vestia algo simples: uma camisa de manga comprida azul e uma calça jeans.

No entanto, havia algo em sua presença que dominava o ambiente. Essa humana está começando a me afetar. Meus pais também estavam presentes à mesa. Aproximei-me e cumprimentei Antônia e meus pais com um aceno. Com Alice, fiz questão de falar:

— Boa noite, Alice. — Saudei, mantendo o tom firme, mas cordial.

— Boa noite, Darius. — Respondeu ela, sem sequer me olhar. Humana folgada, vou lhe ensinar boas maneiras depois do casamento.

Sentei-me em meu lugar habitual, na cabeceira da mesa, observando-a por um momento. Logo os ômegas entraram e começaram a servir o jantar. Começamos a comer, mas Alice mal tocava na comida. Seus dedos se mexiam levemente na borda do prato, denunciando sua inquietação.

CAPÍTULO SETENTA E NOVE: ELA É FASCINANTE. 1

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