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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 82

POV DARIUS.

Por um momento, o silêncio se instalou. Apenas nossas respirações podiam ser ouvidas, e a tensão era quase palpável. Baltazar falou novamente, sua voz mais firme desta vez.

— Darius, você está perdendo o controle. Recuar não é fraqueza, é sabedoria. Mostre a ela que você pode ser razoável. — Disse Baltazar. Respirei fundo e dei um passo para trás, quebrando o contato visual.

— Tudo bem — comecei, minha voz mais controlada agora —, nós dois vamos nos sentar, como dois seres civilizados. E vamos combinar nossas listas e ajustar o contrato de uma maneira que agrade a ambos. Mas saiba disso, Alice: algumas coisas não são negociáveis para mim. — Comentei. Ela me observou por um momento, sua expressão indecifrável. Finalmente, assentiu.

— Tudo bem, vamos conversar. Mas não pense que vou ceder facilmente, Darius. — falou séria. Eu sorri, um sorriso tão cheio de provocação quanto de respeito.

— Eu não esperaria nada menos de você, Alice. — Mencionei. Eu apreciava sua determinação. Ela se virou e sentou-se no sofá novamente. Em meus pensamentos, Baltazar, que, apesar de suas constantes intervenções, parecia satisfeito com o rumo que a conversa havia tomado.

— Você finalmente ouviu, teimoso. Talvez haja esperança para vocês dois. — Falou brincando.

— Não abuse da minha paciência, Baltazar. — falei mentalmente.

Eu não tinha certeza se esperança era a palavra certa, mas uma coisa era certa: essa humana não seria uma esposa comum, e talvez fosse exatamente disso que eu precisava e o que estava começando me atrair nela.

O escritório estava mergulhado em um silêncio tenso. Alice estava sentada à minha frente, a lista dela cuidadosamente dobrada em suas mãos. Eu mantinha minha própria lista sobre a mesa, olhando para ela como se fosse um documento de guerra. Era o que aquela conversa parecia: uma batalha.

Alice ergueu o queixo, determinada. Seus olhos brilhavam com uma mistura de desafio e incerteza que fazia algo em mim se remexer. Baltazar bufou em reprovação, pelo rumo que a conversa havia tomado.

— Seja razoável, Darius. Você não precisa ganhar todas as batalhas. Uma parceria exige concessões. — Argumentou Baltazar, tentando ajudar. Mas ignorei o comentário dele, focando em Alice.

— Vamos começar de novo — falei, tentando manter a voz calma.

— Concordo — ela respondeu, colocando sua lista sobre a mesa outra vez.

Peguei o papel dela e li cada item com cuidado, mantendo minha expressão neutra, mesmo quando sentia minha paciência diminuir. Liberdade, espaço pessoal, trabalho… ela tinha exigências bem específicas.

Talvez eu possa ser flexível com algumas coisas. Sei que para Alice devo parecer um ditador, mas tudo que estou querendo é protegê-la dos perigos que a Luna do rei alfa supremo corre. Deixá-la sair sozinha era arriscado quando todos souberem quem ela é.

— Você quer um quarto separado — comecei, minha voz dura. — Isso não é negociável. — Comentei, eu não podia permitir que ela dormisse longe de mim após o casamento. Alice cruzou seus braços, sua postura desafiadora.

— Não é negociável? É meu espaço pessoal. Quero um lugar onde possa respirar sem ser sufocada por sua presença. — Falou. Rosnei por sua afronta e por não querer minha presença. Quem essa humana pensa que é? Sou um rei e minhas vontades devem ser obedecidas. Baltazar resmungou em minha mente.

— Controle-se. Isso pode ser resolvido de outra forma. — Pediu Baltazar, tentando ser um mediador entre nós. Respirei fundo antes de responder.

— Ouça, Alice. Não podemos nos dar ao luxo de viver como estranhos sob o mesmo teto. Tenho um nome a zelar. O que as pessoas pensarão se souberem que minha esposa e eu dormimos em quartos separados? — perguntei.

CAPÍTULO OITENTA E DOIS: CHEGANDO A UM ACORDO. 1

CAPÍTULO OITENTA E DOIS: CHEGANDO A UM ACORDO. 2

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