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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 84

POV ALICE.

— Pare com isso! Eu não estou começando a gostar de Darius. Isso seria… seria loucura! Ele mudou minha vida tranquila, está me obrigando a esse casamento. Eu não sinto nada por ele. — Pedi. Ela permaneceu em silêncio, me encarando com aqueles olhos penetrantes. Era quase insuportável.

— Eu não quero sentir nada por ele, Lulu. Ele virou minha vida e a da mamãe de cabeça para baixo. Ele me tirou da minha casa, da minha rotina. Está me obrigando a casar, mesmo que eu tenha concordado. Não é justo… — Minha voz saiu baixa, quase um sussurro. Encostei a cabeça no travesseiro, encarando o teto.

Lulu se aproximou, se aninhando ao meu lado, sua presença reconfortante. Passei os dedos pelo seu pelo macio, tentando acalmar minha mente.

— Lulu, pare de me olhar assim — implorei, cobrindo o rosto com as mãos.

— Você não entende. Eu não posso… Eu não vou sentir nada por ele. — Comentei. O silêncio da gatinha foi a resposta mais condenatória que ela poderia ter dado. Soltei um suspiro pesado e virei de lado, abraçando um travesseiro.

— Isso vai passar — murmurei, mais para mim mesma do que para Lulu. — Tem que passar. Porque, se não passar, eu não sei o que vou fazer.

Fechei os olhos, tentando afastar a imagem de Darius da minha mente. Mas era difícil. Muito mais difícil do que eu queria admitir. Como se minha mente, traiçoeira, insistisse em guardar cada detalhe: o tom de voz dele, como ele me olhou, o calor de sua mão. Cada fragmento permanecia, recusando-se a desaparecer. Deve ser algum feitiço.

— Devo estar ficando louca — murmurei, olhando para Lulu, que agora lambia a pata como se fosse a criatura mais indiferente do mundo.

— Sério, que estou aqui conversando com uma gata, como se você fosse me dar respostas. Você não tem ideia do que está acontecendo na minha cabeça, tem? — Perguntei, quase rindo de mim mesma. Lulu simplesmente ergueu a cabeça e me olhou como se me compreendesse, e foi como se dissesse: “Claro que tenho.”

Dei um leve sorriso, mas antes que pudesse continuar com meus devaneios, ouvi uma batida na porta. O som me fez congelar por um momento, e então suspirei profundamente, tentando reunir forças.

— Entre — falei, minha voz carregada de exaustão. A porta se abriu lentamente, revelando minha mãe. Seu olhar preocupado me atingiu como um golpe. Levantei-me imediatamente, indo até ela.

— Mãe! O que a senhora está fazendo aqui? A senhora devia estar descansando — falei, auxiliando-a a se sentar na poltrona perto da cama.

— Eu é que deveria lhe perguntar o que está acontecendo, Alice — respondeu ela, sua voz suave, mas firme. — Você está trancada aqui nesse quarto após conversar com Darius. Não veio me contar como foi. Algo aconteceu, não foi? — Perguntou mamãe. Tentei desviar o olhar, mas sua expressão preocupada me impediu. Ela me conhecia bem demais.

— Não aconteceu nada, mãe. Só estou… cansada. — Minha voz saiu baixa, quase inaudível. Ela suspirou, cruzando seus braços.

— Alice, eu sei que algo está errado. Desde criança, toda vez que algo te incomodava, você se trancava no quarto, achando que poderia esconder de mim. Você esqueceu de que sou sua mãe? Que te conheço melhor do que qualquer um? — disse ela, com um leve sorriso triste.

CAPÍTULO OITENTA E QUATRO: ESTOU MUITO CONFUSA. 1

CAPÍTULO OITENTA E QUATRO: ESTOU MUITO CONFUSA. 2

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