POV DARIUS.
Antes que anoitecesse, recebi o e-mail do meu advogado, seguido da sua ligação, informando que tudo estava certo e que nós só teríamos que assinar. Pela manhã, ele viria buscar os documentos para registrar no cartório. Sorri satisfeito com sua eficiência.
— Então, ainda hoje estaremos casados com nossa Alice? — perguntou Baltazar mentalmente assim que finalizei a ligação.
— Sim. Falta pouco para ela ser nossa — comentei.
— Graças à Deusa! Já estava ficando irritado com essa demora. E planeja se revelar ainda hoje? — perguntou.
— Sim, já é hora de Alice saber quem somos — falei.
— Alicinha vai amar me ver e reencontrar seu lobinho! — disse, empolgado.
— Não se empolgue, não sabemos como Alice irá reagir. Não crie tanta expectativa para não ficar chateado — alertei.
— Alice vai reagir bem, ela gosta muito de mim. Ela não gosta de você — comentou debochado.
— Não se esqueça de que sou eu quem manda. Talvez ela mude de ideia sobre você — falei. Baltazar rosnou.
— Será que ela pode me odiar por sua causa? — perguntou.
— É possível — comentei. Baltazar suspirou, preocupado.
Saí do meu escritório e fui para o meu quarto. Chamei mentalmente a governanta e instruí-a a preparar o quarto quando eu saísse para o jantar. Queria tudo pronto para receber Alice, que dormiria ainda hoje ao meu lado.
Cheguei à sala de estar e encontrei meus pais, Alice e sua mãe conversando. Esses quatro pareciam estar se dando bem. Assim que fui notado, meus pais e Antônia me cumprimentaram. Alice apenas me olhou e balançou a cabeça. A governanta veio avisar que o jantar seria servido.
Caminhei na frente, seguido pelos outros. Sentei-me na minha cadeira e os demais se acomodaram. Notei que Alice sentou-se o mais afastado possível de mim. Arqueei a sobrancelha diante do seu esforço para manter distância.
O jantar foi servido em meio ao silêncio. Alice parecia um pouco tensa, mas tentava manter a cabeça erguida, uma demonstração de orgulho que eu não podia deixar de admirar. Eu, por outro lado, permaneci frio e inabalável, ocultando minha ansiedade.
Baltazar estava inquieto, como sempre, quando o assunto era sua companheira. Por ele, eu já estaria assinando o contrato e nem esperaria o jantar terminar. Assim que finalizamos a refeição, levantei-me e ordenei, com a voz firme:
— Alice, encontre-me em seu quarto dentro de quinze minutos — falei, sem margem para questionamentos. Vi o brilho de descontentamento em seus olhos antes que ela suspirasse e assentisse com um aceno rápido.
Subi para o meu quarto e peguei os documentos que havíamos discutido mais cedo. Era hora de finalizar o acordo. Quinze minutos depois, bati na porta do quarto dela e, ao ouvir sua permissão para entrar, adentrei o cômodo. Alice estava sentada em uma poltrona próxima à janela, a luz suave do abajur criando um contraste interessante com sua expressão determinada.



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