POV ALICE.
Assim que Darius saiu do quarto, corri para o banheiro para me lavar. Eu estava suada e havia acabado de gozar. Tomei um banho rápido, pois precisava ajudar minha mãe, que já deveria estar acordada.
Saí do banheiro, corri para o closet e me vesti com rapidez. Não queria encontrar Darius tão cedo. Eu faria o possível para evitá-lo. Não sabia como agir de agora em diante, depois do que aconteceu entre nós. Eu o deixei me chupar e, mesmo que eu não queira admitir, foi ótimo.
Sacudi a cabeça, tentando esquecer o que aconteceu e apagar a excitação que estava sentindo. Tudo era culpa da minha falta de sexo e de Darius. Por que ele tinha que ser tão lindo e charmoso?
Saí rapidamente pelo corredor e fui em direção ao quarto da minha mãe. Assim que entrei, ela estava saindo do banheiro, já de roupa trocada. Apressei-me até ela.
— Sua bênção, mamãe. A senhora dormiu bem? Por que não me esperou para ajudá-la? — perguntei enquanto chegava perto dela, lhe dava um beijo no rosto e um abraço.
— Deus lhe abençoe, minha filha. Eu dormi bem. E você sabe que não estou inválida ou incapaz. Posso muito bem trocar de roupa e fazer minha higiene pessoal sozinha — falou minha mãe, enquanto eu a auxiliava a se sentar na cama.
— Sei que a senhora é muito capaz de fazer qualquer coisa, mamãe. Mas o médico pediu repouso e cuidados. A senhora passou por uma cirurgia no coração, isso é muito sério. Temos que ter cuidado — comentei.
Sentei-me na cama ao lado dela e olhei para Lulu, que estava deitada na poltrona, nos observando. Eu havia deixado ela com minha mãe. Percebi que Darius não era muito fã de gatos. Depois que ele me contou ser um lobisomem, agora entendo o porquê. Lulu estava mais segura aqui, com minha mãe, longe das vistas dele.
— Oi, garota, cuidou bem da mamãe? — perguntei para Lulu, que miou como se respondesse que sim. Minha mãe deu uma risada.
— Lulu cuidando de mim? Eu que cuidei dessa preguiçosa e manhosa. Ela dormiu a noite toda do meu lado — disse minha mãe, divertida. Lulu miou, não gostando de ser chamada de preguiçosa.
— Lulu é uma boa companhia, mamãe — falei.
— Sei, mas não entendo por que a trouxe para cá. Por que não a deixou com você no seu quarto? E estou percebendo que você está um pouco agitada. O que aconteceu, Alice? — perguntou minha mãe, me olhando desconfiada.
— Não é nada, mamãe — respondi. Eu não queria contar o que aconteceu entre mim e Darius. Não conseguia falar sobre isso com minha mãe. Nós sempre conversamos sobre tudo, mas sobre os detalhes do sexo, não. Essa conversa eu tinha com Abi. Aliás, preciso da minha amiga, mas não posso pedir que ela venha aqui. Não tenho privacidade para conversar com esses lobos escutando tudo.
— Alice, eu te conheço muito bem e sei quando está escondendo algo — falou, me olhando séria. Suspirei derrotada. Não tinha como esconder as coisas dela.
— Ontem à noite, eu e Darius assinamos os papéis do casamento. E agora estamos casados — contei. Mamãe me olhou, mas não parecia surpresa.
— Desconfiei que era esse o assunto que ele queria conversar com você. Mas isso era esperado, já que você havia aceitado se casar com ele. Me diga o que aconteceu. Sei que não é isso que está te deixando agitada — disse ela. Era difícil esconder algo dessa senhorinha.
— Minha filha, eu nunca vou te julgar por suas escolhas, se elas te fizerem bem. O que sinto por Darius não pode influenciar suas decisões. Não me sinto incomodada, se você quiser viver esse casamento e ter uma relação amorosa com ele. Se for da sua vontade, eu te apoio — disse mamãe. Eu a abracei, feliz.
— A senhora é a melhor mãe do mundo — falei, sorrindo.
— Sei. Então, que tal levar essa mãe para tomar café? Estou faminta — disse ela, sorrindo.
— Claro! Mas a senhora se importaria se, depois do café, eu a deixasse com a Lulu? — perguntei.
— Aonde você vai? — perguntou.
— Preciso ir à clínica veterinária e também comprar algumas coisas de que estou precisando. Se a senhora quiser algo, é só falar — comentei.
— É somente isso ou está querendo desabafar com Abigail? Ou evitar seu marido? — perguntou minha mãe, divertida.
— Os dois — falei, rindo, enquanto saímos do quarto.

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