O rosto de Evan ficou vermelho como um tomate.
"O que tem entre mim e Yena não é da sua conta", rebateu ele.
Nolan sabia muito bem que tipo de relacionamento Evan queria com Yena.
Ele conseguia até sentir o cheiro. Pensar que o menino realmente achava que estava enganando alguém quase o fez rir. A maneira como Evan seguia a irmã, observando cada movimento dela...
Isso fazia o sangue de Nolan ferver. Pensar em Yena e Evan lhe deixava com uma sensação desagradável no peito.
Ele deu um passo em direção à porta. Yena ainda estava parada na entrada, abraçando a mãe adotiva, completamente alheia à conversa dos dois lá dentro.
O príncipe voltou-se para Evan e olhou-o no fundo dos olhos.
“Por que é que você tá tão obcecado por ela?”, perguntou Nolan.
Evan ficou em silêncio por alguns segundos. Os dois continuaram se encarando sem recuar.
O garoto finalmente disse: “Yena é a garota mais bonita do mundo pra mim. Se você não enxerga isso — se não enxerga o quanto ela é incrível, então é melhor deixar ela ficar aqui comigo".
Nolan arqueou uma sobrancelha, achando a resposta dele engraçada, e perguntou: "Você acha que eu me casaria com uma mulher que não acho bonita?"
Evan arregalou os olhos.
Talvez isso ajudasse a acabar com a ambição que esse jovem lobo tinha de roubar Yena dele. Nolan se virou e saiu da casa, então tocou o braço da garota e lhe disse que era hora de irem.
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YENA
Tina estava em prantos agora que o príncipe havia me puxado para longe do abraço dela.
Eu tinha falado mais do que deveria para ela. Era melhor não ter contado sobre minha conversa com Nolan depois do baile. Se imaginasse que havia alguma chance real de nos casarmos, eu não teria dito nada.
Tina se preocupava comigo o tempo todo, não importava o que estivesse acontecendo. Mas agora ela achava que o marido dela tinha acabado de me vender para um homem que não se importava nem um pouco comigo. Sei que ela pensava que ele iria me tratar mal.
Eu queria lhe mostrar que não tinha medo de Nolan, para que ela soubesse que eu ficaria bem. Portanto, fiquei na ponta dos pés e beijei o príncipe na bochecha, para tentar mostrar para ela que não nos dávamos mal.
Em seguida, também dei a mão para o príncipe, que não se opôs. Entretanto, senti uma certa tensão na forma como ele me apertava e comecei a perceber que ele não gostava do que eu estava fazendo. Ficamos de mãos dadas até chegarmos à limusine, para que ninguém suspeitasse que havia algo de errado.
Quando entramos lá, ele me olhou nos olhos e me repreendeu. De acordo com Nolan, eu nunca mais deveria tocá-lo sem sua permissão; em público, em particular, ou em qualquer outro lugar.
Eu ri, porque não tinha medo nenhum dele. A maneira como ele tentava me dar uma bronca estava ficando até um pouco engraçada.
Senti Lily acordando dentro de mim. Ela sentiu o cheiro de Nolan, o que fez meu coração bater mais rápido.
Porém, o príncipe se sentou longe de mim na limusine dessa vez, mantendo-se ocupado com mais ligações de negócios e papeladas. Ele sequer olhou para mim de novo até chegarmos ao palácio.
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O lugar era exatamente o que eu esperava: pura ostentação; luxo absoluto.
Todos os móveis e obras de arte do palácio eram adornados. O sol entrava através de grandes janelas nas paredes, banhando tudo em luz branca. As luminárias de ouro e molduras nas paredes brilhavam como se tivessem acabado de ser forjadas no fogo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?