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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 11

YENA

Por reflexo e vergonha, realmente levei a mão à boca para limpar a baba.

... Só que não havia baba nenhuma.

Senti meu rosto esquentar.

Inacreditável. Esse cara sabia das melhores formas de mexer comigo, e conseguia fazer isso tão rápido.

Ele deu um passo em minha direção e se apoiou no batente da porta. Estávamos cara a cara em algo que parecia um cruzamento de quatro corredores escuros e vazios.

Nolan era alto e largo, então projetava uma sombra que me deixava na escuridão.

"Para de me encher o saco", disse eu.

"Bem", respondeu ele, "Foi você que começou, me olhando como se quisesse me f*der."

A luz da lua, apesar de ser fraca, entrava pelas janelas e iluminou os olhos dele. Eles eram frios como icebergs, verde-escuros na sombra, e me encaravam com a marca registrada do príncipe: aquela arrogância intensa.

De repente, senti por ele um desejo desesperado, que começou em minha garganta e desceu pelo resto do corpo.

Engoli em seco evitando ao máximo fazer barulho e pensei em dar as costas para ele e sair de lá. Eu não queria lhe dar a satisfação de ser recompensado por esse tipo de comportamento.

Lily rosnou em minha mente.

'O cheiro dele é TÃO BOM', sussurrou ela.

Eu certamente não tinha argumentos para refutá-la.

'Ele é nosso', disse Lily, 'Ele é o nosso destino.'

Balancei a cabeça e dei um passo para trás, arrastando meu pé lentamente para sair da sombra de Nolan.

'Aceita', disse Lily, 'Basta olhar pra ele do jeito certo, e ele vai ser todinho seu.'

'Lembra da primeira vez?'

'Ele pode fazer isso com você de novo.'

"Cala a boca!", gritei.

... Em voz alta.

Foi sem querer, claro. Eu só queria que Lily ficasse quieta, mas gritei isso bem alto para o futuro rei da nação lobisomem.

"O que foi que você acabou de dizer pra mim?", perguntou o príncipe naquele tom monótono e sem emoção que ele gostava de usar para me repreender.

Ele deu um pequeno passo para trás, deixando um pouco de luar iluminar o espaço entre nós, desenhando uma linha branca no chão de mármore escuro.

Mas logo em seguida, do nada, ele deu um grande passo à frente.

Ambos ficamos de pé, de frente um para o outro e a centímetros de distância, por um momento longo e tenso.

"Sinto muito", acabei sussurrando.

Eu não conseguia fazer minha língua formar mais palavras além dessas.

Eu estava salivando demais e sentia uma fome terrível por ele.

Em seguida, Nolan colocou a mão quente em meu pescoço, segurou meu queixo com seus grandes dedos e depois passou-os pelo meu cabelo. Então, agarrou um punhado de cachos loiros logo acima de minha nuca.

Senti um arrepio quente que começou no meu couro cabeludo e depois tomou conta do resto do meu corpo.

Ele soltou meu cabelo e tirou a mão de perto de mim.

Respirei fundo.

Ele ainda estava parado bem na minha frente, tão perto que eu via o peito dele subir e descer enquanto ele inspirava e expirava.

Finalmente consegui dizer: "Enfim, por que você tá andando por aí sem roupa? Você tava apenas esperando... pra me seduzir?"

Não consegui falar em um tom normal, como eu esperava. O máximo que consegui fazer foi sussurrar, ofegante.

“Você não tem seu próprio banheiro?”, perguntei.

“Sim”, respondeu ele, “Tenho sim, mas prefiro o da torre daqui."

O príncipe apontou para o corredor escuro atrás dele.

“Tem uma banheira grande nele”, explicou ele, “E dá pra ver o pôr do sol na floresta”.

“Claro”, respondi, “Tenho certeza que esse é o motivo. Mas já que estamos aqui agora... Você se importa se eu só..."

Estendi a mão aberta e a coloquei contra o peito dele, bem no meio do peitoral. Os pelos ainda estavam úmidos pelo banho. Sua pele estava limpa e parecia ferver, de tão quente.

E depois disso, na frente desse homem lindo, meu corpo me traiu mais uma vez. Não consegui me controlar.

Comecei a me transformar.

A mão no peito dele estava virando uma pata, completa e com garras afiadas.

Recuei.

Quando fui me afastar, minhas garras ficaram presas na toalha de Nolan, que foi para o chão.

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