YENA
Relaxei tanto no meu banho de espuma com fragrância de lavanda que poderia ter dormido ali mesmo na banheira.
Eu tinha comprado um livro de design na livraria da faculdade da última vez que estive no campus e estava gostando bastante dele. Mas, hoje à noite, ele estava me dando sono.
Decidi me deitar mais cedo.
Nolan tinha falado que só trabalharia por mais algumas horas, mas provavelmente era mentira de qualquer jeito.
Não uma mentira intencional, no caso. Ele sempre estava pelo menos uma hora atrasado para qualquer coisa que fazíamos.
E, se quisesse me acordar quando fosse para a cama, eu não me incomodaria.
Ele provavelmente não faria isso, no entanto.
Capotei assim que me deitei e dormi quase a noite toda.
Quando acordei, estava bem escuro, e Nolan dormia ao meu lado.
Acho que fiquei lá por horas, apenas pensando nas coisas.
Não olhei o celular para ver a hora, porque, se me mexesse, Nolan acordaria, e eu não queria isso.
Portanto fiquei quase imóvel, perdida em meus pensamentos, observando a silhueta do peito musculoso do meu marido subindo e descendo cada vez que ele inspirava e expirava.
Seria melhor se eu simplesmente me comprometesse e fizesse isso por mim mesma; entrasse no programa de estudos no exterior e fosse agora, antes que eu perdesse a coragem.
Porque, aí, eu poderia voltar para Nolan depois dos estudos, e poderíamos começar nossa família, sem que eu tivesse que ficar imaginando se havia perdido algo que poderia ter sido bom para mim.
Eu não teria que viver com arrependimentos dessa maneira.
Quando Nolan acordou, ele se virou e olhou direto para mim. Era provável que tivesse sentido meu olhar nele.
O príncipe estendeu a mão e tocou minha bochecha.
Eu disse: "Oi".
"Oi." Ele pigarreou. “Há quanto tempo você tá acordada?”
"Um tempinho."
Nolan sentou-se e colocou as pernas para fora da cama, então acendeu um abajur, deixando a luz o mais fraca possível, e foi ao banheiro.
Assim que ele voltou, entrou logo debaixo das cobertas e colocou a mão em minha barriga.
Deixei-o me abraçar. Ele descansou a cabeça no meu peito, e eu acariciei seus cabelos macios.
Passado um tempo, ele voltou a se mexer e se deitou no travesseiro ao meu lado, depois ficou me olhando nos olhos.
“Acho que sei”, falei para ele. “Sei o que quero fazer: quero ir estudar no exterior.”
Nolan não reagiu.
“Só acho que seria melhor pra mim fazer isso agora, enquanto sou jovem. Vamos ter muito tempo pra nós dois, Nolan. Podemos ficar separados por uns meses, porque vou voltar logo."
Ele lentamente desviou o olhar, deitou-se de barriga para cima na cama e ficou encarando o teto.
Estendi a mão e acariciei seu rosto. Sua bochecha e mandíbula estavam ásperas.
“Vamos conversar mais tarde”, sugeri, “Você me diz que coisas vou ter que resolver, e aproveito para começar a preencher os formulários da faculdade.
#
NOLAN
O futuro de Nolan passou diante de seus olhos. O único futuro que seria possível se ela estivesse falando sério.
Ela o deixaria, mas não seria por um semestre; seria para sempre.
Era a única maneira que isso daria certo: se ela se divorciasse dele.
Aí, Nolan teria que se casar de novo, e rápido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?