NOLAN
“A festa de amanhã é muito importante”, disse a Luna.
Nolan assentiu.
"Um pouco de boa publicidade faria bem para você", continuou ela, "E chega daquela bobagem de altruísmo secreto. Precisamos que as pessoas te vejam se vestindo e agindo como um príncipe de verdade, e precisamos disso o mais rápido possível."
"Entendi", disse Nolan.
"Será que entendeu mesmo?" A Luna fitou o filho, arqueando uma das sobrancelhas grossas e escuras.
Era obviamente uma pergunta retórica. Nolan foi até a beirada do sofá e apoiou os cotovelos nos joelhos, juntando as mãos e cruzando os dedos.
“Convidei alguns colaboradores de seu pai para a festa”, continuou a rainha, “Pessoas com quem você poderia fazer amizade para tê-las ao seu lado.”
Ele assentiu mais uma vez.
“Agora é a hora de fazer aliados. Qualquer um que você puder."
"Concordo", respondeu o príncipe, sentindo um certo alívio. Ela finalmente estava reconhecendo que havia um conflito iminente.
"Esses colaboradores...?", perguntou Nolan, deixando a Luna completar a frase.
“Não são políticos”, disse ela. “Estão mais para mercenários.”
Ele lançou um olhar de gratidão para a mãe e disse: "Ótimo".
"Agora, diga-me..." A rainha se levantou de onde estava sentada. "Você conversou com Yena sobre as opções dela, no que diz respeito à formação acadêmica?"
Ele falou: "Sim".
"E?" A rainha caminhou lentamente até a janela.
"E ela precisa de mais tempo para pensar nisso."
“O que há para se pensar?”, rebateu a Luna.
Nolan suspirou e se recostou no macio sofá branco de veludo, deixando o corpo cair nas almofadas atrás de si.
“Não posso pressioná-la muito nesse assunto”, explicou ele. “Yena tem as próprias ambições, e, se eu disser que ela não pode fazer algo para correr atrás de seus sonhos...”
A rainha ficou esperando, olhando para o filho.
Aí, perguntou: “Se você disser que ela não pode... E daí? Não é só seguirmos com o acordo que ela já fez?"
"O acordo" — Era uma boa maneira de se referir ao relacionamento dos dois.
“Não quero que ela sinta que está sendo forçada a ficar aqui”, argumentou ele, “Ela é muito independente, e quero que seja feliz."
A Luna ficou na janela, olhando para o horizonte. Então olhou para as próprias mãos e começou a mexer no aliança, girando-a devagar em volta do nó do dedo anelar. Era uma delicada aliança de ouro com um grande diamante reluzente bem no centro, rodeado por um círculo de brilhantes esmeraldas.
Claro, Nolan não estava contando toda a verdade para a mãe.
Yena não precisava de mais tempo para pensar porque já havia tomado sua decisão.
Quem precisava de mais tempo era ele próprio, que ainda não estava pronto para aceitar o que a esposa decidiu.
A primeira coisa que ele precisava fazer era contar a Yena as verdadeiras consequências da decisão dela, para ver se ela ainda iria querer levá-la adiante.
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"Eu gostaria muito ir à sua festa", dizia a mensagem de Gina.
O celular apitou, anunciando que mais uma havia chegado.
"Só quero deixar um presente."
Ele odiava como ela fazia isso, de enviar uma mensagem para cada frase. Era por causa disso que, toda vez que ela o contatava, o celular não parava de apitar com a notificações ininterruptas.
Faltava muito pouco para Nolan bloqueá-la. Mas isso seria uma solução de curto prazo, pois ela simplesmente começaria a ligar para ele de outro número.
Ligar para Gina e discutir com ela, no entanto, com certeza não o estava levando a lugar algum.
Ele apagou as mensagens dela sem responder, depois guardou o celular e voltou ao trabalho.
A festa de aniversário aconteceria em um dos grandes salões do andar térreo do palácio. Haveria uma enorme quantidade de convidados presentes, mas segurança rigorosa também, claro.

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