NARRADORA
Lucrecia procurava por todo lado, buscando pistas, insinuando-se de forma sedutora em cada canto.
Já havia se deparado com casais, trios, quartetos e até quintetos espalhados pelo gramado, contra as sebes do labirinto, sobre os bancos de pedra.
Dentro dessa enorme estrutura verde, pequenos pátios, fontes e recantos discretos eram estrategicamente projetados para o prazer.
Ela adorava se perder naquele emaranhado de folhas, mas, naquela noite, nada parecia ser o bastante.
Aqueles olhos... Ela não conseguia tirar da mente aqueles olhos negros.
O escravo havia levantado a cabeça por um segundo, só um segundo, mas aquele olhar tão letal...
Deusa, era tão parecido com o olhar do seu Gray.
Havia algo de estranho nele, algo que ela não conseguia decifrar, mas precisava vê-lo novamente.
De onde aquela puritana da Electra havia conseguido um exemplar como aquele?
E parecia tão bem domesticado...
Electra… aquela vadia a estava preocupando. Poderosa demais para o seu gosto.
Nem mesmo Morgana havia mexido tanto com seus nervos.
Mas talvez... talvez fosse uma oportunidade perfeita para seduzi-la, atraí-la para o seu lado.
Morgana nunca aceitara uma aliança.
Quem sabe Electra fosse mais inteligente... ou mais ingênua.
—Mmm... tão gostoso... — Gemidos roucos a fizeram se deter.
Lucrecia mergulhou nas sombras do labirinto, ocultando sua aura.
Passo a passo, se aproximou de um pequeno jardim.
Permaneceu oculta atrás de uma esquina, observando.
E o que viu fez seu ventre estremecer com desejo.
Electra estava de costas para ela, sentada na borda de uma fonte de mármore.
A grande estátua de uma mulher nua brilhava sob a luz da lua, jorrando água de suas mãos erguidas.
O vestido da feiticeira estava puxado para cima, revelando as coxas alvas, adornadas por delicadas ligas de renda negra.
Ela se contorcia e gemia sob os impulsos vigorosos das coxas masculinas entre suas pernas.
Era aquele escravo impetuoso.
Ele deveria estar a penetrando sob o vestido, pelo modo como Electra gemia e ele arfava, com o rosto enterrado no pescoço dela.
Os movimentos sugestivos, os corpos suados e trêmulos de prazer...
As mãos masculinas cravando os dedos firmes na carne macia das coxas, puxando-a contra o pau duro.
O som obsceno e molhado ecoava, misturado aos gemidos crescentes.
Deusa... ele devia ser mesmo uma delícia, porque Electra não conseguia se conter.
Se deixava montar como uma fêmea no cio por aquele macho potente.
A mão de Lucrecia desceu até o meio das pernas.
Seus dedos deslizaram sob as camadas de seda, estimulando o clitóris enquanto ela mordia o lábio inferior para conter um gemido.
Ela adorava observar... e aquela cena estava a deixando molhada, mesmo já tendo visto orgias ainda mais explícitas.
Na verdade, sua mente criava os detalhes. Não conseguia enxergar tudo com perfeição, mas queria ver.
Queria ver o rosto daquele homem.
Se imaginava sendo ela, ali, de pernas abertas, sentindo o pau quente e grosso o invadindo, venoso e rubro.
Mas ela viu.
Tinha certeza de que havia visto.
Só que agora... era o mesmo homem de antes.
Cabelos escuros, olhos negros. O mesmo escravo submisso e comum.
Será que estou imaginando coisas? Sentindo tanto a falta de Gray que estou delirando?
—Ora, Alessandre... Que vergonha! Achei que fosse você nos observando. Gostou muito do que viu? —Sigrid se aproximou, interpretando seu papel de Electra com perfeição.
—Eu... —Lucrecia ainda olhava Silas, cada vez mais intrigada.
—Sim, devo admitir que a cena foi bastante... satisfatória.
Recuperando-se rapidamente, como a cobra fria que era, Lucrecia sorriu, mas sua mente já estava decidida.
Aquele escravo seria dela.
Por bem ou por mal.
E Electra... ah, já não importava mais. Ela tomaria seu feudo, tomaria tudo o que quisesse dela.
—O que acha de jogarmos juntas esta noite? —sugeriu, aproximando-se demais de Sigrid.
A mão dela roçou a curva dos seios por cima do decote, provocando, enquanto seus olhos escuros se mantinham cravados no escravo atrás dela.
Podia sentir o aroma quente de sexo impregnado no ar.
Eu preciso dele.
Por que ele me lembra tanto o Gray?
Se ela mesma não o tivesse visto sangrando até a morte dentro daquela árvore, juraria que era ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...