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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 266

NARRADORA

Sigrid sentiu um movimento atrás dela e levou a mão sutilmente para trás, apertando a roupa de Silas.

A mensagem era clara: "calma, eu posso lidar com isso".

— Mas eu acho que havia mais eventos. Os outros vão ficar muito decepcionados — Sigrid respondeu com neutralidade.

— Que se fodam. Venham, venham comigo, vamos para o meu santuário — Lucrecia os convidou, bem entusiasmada.

Ela já ia estender as garras para agarrar Silas pelo braço, mas Alessandre foi mais rápido e segurou-a pela cintura, afastando-a.

— Me conta, o que você estava fazendo para provocar tanto os meus pais? Já estou farto de nunca ser levado em consideração — o vampiro começou com sua conversa superficial, ajudando também Sigrid.

Era mais que óbvia a luxúria nos olhos de Lucrecia ao encarar Silas, uma obsessão que ia além de qualquer disfarce perfeito.

Através dos corredores escuros, com a brisa noturna fazendo as folhas sussurrarem, os gemidos abafados em cada canto e as risadinhas femininas, Lucrecia os guiou até o centro do labirinto.

Silas seguia sempre Sigrid, sua mão acariciando a parte baixa das costas femininas.

Na verdade, eles só haviam fingido sobre a fonte, mas apesar da situação extrema e do perigo evidente, ambos estavam bem excitados com tanto contato.

Calcinha molhada e ereção bem dura.

O vento frio clareou as ideias deles e deu uma "esfriada" nos ânimos de Silas.

— Aqui estamos. Vou levar vocês a um lugar especial que poucos dos meus convidados tiveram o prazer de visitar — Lucrecia anunciou, parada sob a enorme estátua de dois amantes entrelaçados, semidespidos sob a luz da lua.

No coração do labirinto havia uma clareira.

O chão, coberto de paralelepípedos, tinha musgo se agarrando às rachaduras entre as pedras.

Lucrecia, com o rosto misterioso, fez um pequeno corte no dedo e levantou a mão, enfiando-a por baixo do tecido rígido de mármore que cobria o membro da estátua masculina.

"Deusa, até umas simples runas de acesso tinham que virar algo pervertido com essa mulher", pensou Sigrid, rangendo os dentes ao vê-la chupar lascivamente o sangue do dedo enquanto olhava para Silas.

"Leva a gente logo para a sua armadilha, sua bruxa m*****a, que eu quero te esquartejar!"

Sigrid estava furiosa, mal conseguindo disfarçar o ódio.

O som de um mecanismo começou a romper o silêncio do labirinto.

O chão começou a tremer e, de repente, desceu lentamente.

O círculo ao redor da estátua onde eles estavam parados rangeu e afundou nas profundezas da terra, até alcançar um nível inferior.

— Nem sei por que ainda me surpreendo. Cada dia mais criativa, Lucrecia — Alessandre bufou, olhando para o corredor subterrâneo que se estendia diante deles.

Candelabros de cobre pendiam das laterais das paredes, com fogo mágico iluminando o caminho.

— Esta noite você está… diferente. Não sei, realmente foi uma boa ideia se juntar à Electra — ela o tomou pelo braço e os conduziu através de seu covil.

Ela havia percebido que Electra era um pouco ciumenta com seu escravo.

A malevolência pairando atrás das paredes… O que era aquilo?

Seriam mais espectros? Será que Lucrecia também conseguira criá-los em seus experimentos?

Ela se deitou ao lado de Lucrecia, meio relutante.

— Mas chega mais perto, querida, eu não mordo — sorriu de forma sugestiva.

— Sei que tivemos nossas desavenças. Você não levou a sério o que aconteceu na festa de Alessandre, não é?

— Onde você ordenou que aquela bruxa me assassinasse? Nãooo, imagina, de forma alguma — Sigrid respondeu com sarcasmo, ajeitando-se ao lado dela, nada confiante.

— Bom, eu vou garantir que me desculpe direito esta noite — Lucrecia inclinou-se, sussurrando bem baixinho em seu ouvido.

Atrás delas, Silas estava perdendo completamente a paciência.

Se já estavam ali, melhor destruir tudo de uma vez, mas Sigrid havia dito que queria salvar aquele escravo do leilão.

Só para ter certeza de algo que não explicou direito, e mesmo que aquilo o consumisse por dentro, como sempre, ele obedecia o que ela pedia.

Logo, após algumas ordens de Lucrecia, começaram a trazer vinho e aproximaram travessas com frutas.

As cortinas vermelhas ao fundo se abriram e apareceram dois escravos homens e uma mulher.

Com um aceno de cabeça de Lucrecia, eles subiram a um pequeno palco forrado com tecidos de veludo vermelho e começaram a fazer sua exibição.

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