KATHERINE
— Ai, pelo amor de Deus, me desculpe, me desculpe! — tirei o lenço do bolso interno do vestido e me levantei um pouco, inclinando-me para a frente, apoiando uma das mãos entre suas pernas abertas.
Comecei a secar as manchas de vinho em sua camisa, deslizando o tecido pelos botões e descendo pelo abdômen.
— Acho melhor você se trocar... maldit4 seja, como sou desastrada...
— Está tudo bem, Rossella, não tem importância…
— Não, não, me deixe ao menos limpar isso — continuei descendo, ansiosa.
O vinho havia escorrido.
Eu estava tão nervosa que só percebi meu erro quando minha mão tocou uma rigidez.
Arregalei os olhos ao perceber que quase estava esfregando a ereção do Duque, que começava a se formar sob o tecido de sua calça.
— Eu... — levantei o olhar.
Estávamos tão próximos, praticamente eu sobre ele.
Ele respirava forte e profundamente, como se estivesse me cheirando.
Seus olhos, aqueles olhos tão selvagens e lindos, estavam cravados em mim, predadores.
Engoli em seco, e minha atenção desceu até os lábios dele, tão masculinos e... beijáveis.
Bastaria me inclinar um pouco mais para provar a boca do Duque.
Devia ter gosto de vinho e frutas... delicioso...
De repente, ele mudou.
Sua expressão se fechou, o conflito interno evidente nas tormentas que dançavam em seus olhos azuis.
— Eu disse que estou bem. Volte ao seu lugar. — Ele me segurou pelos ombros e me empurrou de volta ao assento.
O desconforto era palpável.
O Duque pigarreou e fechou sua túnica escura, tentando cobrir o volume em suas calças, sem se importar com as manchas da bebida.
Ele não ficou excitado ao me ver nua, mas sim quando eu o toquei com um lenço?
Esse homem estava se tornando um mistério cada vez mais difícil para mim.
— Agora me diga... me diga o que você descobriu para gritar como uma louca — perguntou, finalmente, e eu lembrei o motivo da minha euforia.
— Essas pessoas estão escondendo algo. Elas estão roubando de você, tenho certeza. Só me enganei de curral. O esconderijo deve estar no chão do outro curral — expliquei, convicta.
— Explique-se melhor — pediu, interessado.
— Eu entrei nos dois currais. No primeiro, onde supostamente ficava o burro, havia pouquíssimo esterco, e era bem recente. No outro, havia um monte de fezes acumuladas, mas também não pareciam tão antigas quanto semanas atrás. Se fosse o caso, estariam mais secas.
— Ora, vejo que você entende bastante de esterco animal.
— Pode rir, mas é aí que está o detalhe. Se o outro burro morreu há semanas, de onde veio tanto esterco acumulado? E outra coisa: quando o trabalhador tentou colocar o burro no curral errado, o animal insistiu em ir para o que já havíamos revistado. Por que acha que foi?
O Duque me olhou pensativo.
Agora seu rosto estava sério. Bastaram poucos segundos para ele compreender.
— Esse animal costumava ficar naquele curral, por isso havia mais fezes acumuladas. Ele queria voltar ao seu espaço de costume para descansar — concluiu. Homem esperto.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...