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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 326

KATHERINE

Fui recebida por uma horta na entrada, mas as plantas estavam um pouco escassas.

Levantei a cabeça e contemplei a escuridão que parecia um breu.

Havia apenas algumas luzes fracas de outra casinha ao longe, as colinas cheias de árvores no horizonte, cercas de madeira rústica, a estrada de terra conectando todas as casas.

Era a vida no campo.

No meio de toda aquela escuridão, uma silhueta começou a se aproximar.

Abriu o portãozinho gasto da frente da horta e caminhou pelo caminho de pedras. Era Elliot.

— Rossella, por que saiu? Está frio —ele disse, se aproximando rapidamente.

— Estava esperando por você. Está bem? —perguntei, dando alguns passos em sua direção.

Sua expressão continuava séria e desconfortável.

— Fui ver o vilarejo. É… indescritível —disse, cerrando os dentes, o rosto tomado por uma ira mortal.

— Essas são as fronteiras, e é óbvio que estão sendo controladas por outra pessoa. Me sinto um incompetente.

"Bem, isso eu não vou discutir, Duquezinho", pensei, mas sabiamente fiquei calada.

— Você vai resolver isso, todos cometemos erros —levantei a mão e, lentamente, me aproximei do rosto dele, meus dedos cautelosos acariciaram a linha dura de sua mandíbula.

Olhei para ele com olhos de bezerra apaixonada, como Rossella faria.

Ele abaixou a cabeça e retribuiu o olhar.

Pelo menos ele não me rejeitou.

— A água está pronta. Oh, desculpem… espero não estar interrompendo… —a voz cantada da senhora Nora soou atrás de mim.

Eu me afastei imediatamente, e o Duque deu um passo para trás.

— Não está interrompendo nada. A senhora disse… a água? —ele perguntou, e assim começou a preparação do banho na tina.

O banheiro ficava em um pequeno barracão de madeira, separado da casa principal, no quintal dos fundos.

Era uma tina redonda de madeira, rústica, mas bem robusta.

Peguei as coisas que a senhora Nora me entregou gentilmente: as ervas para o banho e para trocar o curativo, e fiquei de lado, observando o Duque carregar os baldes para enchê-la.

A camisa que ele usava era do senhor Aldo, mais folgada, e com cada movimento seus músculos fortes e tonificados apareciam, reluzindo de suor.

Eu o devorava com os olhos, para quê negar?

Não seria difícil consumar com meu marido se ele era tão apetitoso em todos os sentidos.

O volume na calça dizia que eu aproveitaria muito.

— Pronto, pode entrar com calma… —ele disse, secando o suor da testa com a manga da camisa.

Estávamos sozinhos no quintal, acompanhados pelos sons dos animais noturnos e pelo bosque atrás da cerca alta de troncos.

Os donos da casinha já descansavam.

— Espere —segurei o braço dele quando fez menção de se afastar.

—. Elliot, você pode tomar banho comigo, vamos aproveitar a água. Não é nada estranho em um casamento.

Me aproximei dele, encostando um dos seios no braço dele, observando-o intensamente e piscando os cílios.

Preciso admitir que sedução nunca foi meu forte.

— Posso usar a água depois. Tome cuidado, não molhe o curativo. Não enchi a tina até a borda —ele se soltou do meu toque e simplesmente foi devolver o balde.

Bati o pé no chão, frustrada.

Entrei na pequena sala cheia de vapor e com o nevoeiro da água quente.

A tina estava quentinha, onde caberíamos bem apertadinhos.

Tudo era perfeito para "atacá-lo" ou pelo menos esquentar aquele homem de coração frio!

Mas ele recusava.

325. TIRE MINHA ROUPA, MINHA ESPOSA 1

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