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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 371

NARRADORA

— Senhorita, você não deveria estar aqui, o que...?

— Saia e me deixe sozinha com o prisioneiro — Alexia disse com prepotência.

— Mas, o general...

— Eu mandei você sair, estou dando uma ordem! É óbvio que você não conseguiu arrancar nada dele, vou tentar a minha sorte — ela o interrompeu, exasperada.

Embora não estivesse muito convencido, o capataz obedeceu, atirando o atiçador de ferro nas brasas e lançando um olhar mortal para Álvaro.

Ele abriu a cortina da tenda e saiu.

Detestava receber ordens daquela mulherzinha, mas fazer o quê? Um cu e dois peitos puxam mais que uma carroça, e ela tinha o general Arthur na palma da mão.

— Querida, que surpresa me visitar — Álvaro tentou dar um sorriso torto.

— Deixe de idiotices, Álvaro, você está acabado. Não pense que Arthur é benevolente, mas se falar, ainda há uma chance. Me ajude e eu intercederei por você, junte-se ao nosso lado...

— Então foi por esse babaca que você me deixou — ele riu com uma voz rouca.

A ardência em sua garganta era insuportável, seus pulmões rasgados, mas o sarcasmo ainda escorria de seu corpo surrado.

— Claro, um general em troca de um simples soldado, agora está tudo claro. Aposto que contou a ele todos os segredos do Ducado. Será que o Arthurzinho sabe que você já foi minha prometida? Que a primeira vez dessa bocetinha foi minha?

— Cala a boca!

— NÃO! Cala a boca você, Alexia! — ele rugiu, o sangue manchando seus dentes.

Seu peito subia e descia, congestionado, e a decepção o afogava. Não estava tão tranquilo quanto queria parecer.

Desde que a viu ao lado daquele homem, no campo inimigo, a ferida que pensava ter cicatrizado em seu coração voltou a sangrar.

Aquela mulher tinha sido todo o seu mundo, e dias antes do casamento, simplesmente fugiu sem nenhuma explicação convincente.

Disse que precisava repensar o compromisso, pensar melhor.

Sumiu, deixando-o em ridículo diante da família e amigos, humilhado, e a mãe dela foi a primeira a apoiá-la.

Álvaro entendeu que conspiravam contra o Ducado desde aquele momento.

Elas tinham informações privilegiadas e valiosas sobre a vida de Elliot Everhart.

— Como você pôde trair o Duque? Sua maldit4 família deveria ser a mais grata a ele! — Álvaro começou a insultá-la.

Alexia apertou os punhos ao lado do vestido.

Maldit4 seja, deveria ter deixado que o matassem, mas não conseguia simplesmente ignorar.

Por que, por que diabos não conseguia deixá-lo morrer?

— Álvaro, estou te dando uma última chance. Me diga algo importante, uma informação... qualquer coisa...

Uma cusparada caiu sobre o tecido caro de seu vestido.

— Vai se foder, vadia... — Álvaro respondeu com ódio.

— É melhor que me mate, Alexia, porque se eu viver, vou direto arrancar sua cabeça, e depois a da sua mãe, a "honrada" Sra. Prescott.

Alexia o olhou; sua mão tremia enquanto vasculhava as camadas do vestido e sacava uma pequena adaga presa a uma cinta ao redor da coxa.

Desembainhou a lâmina afiada e levou a ponta até o pescoço de Álvaro, que a olhava fixamente, frio e decepcionado.

Lembrava-se de quando aqueles olhos escuros a devoravam com paixão e devoção.

— Tive que fazer isso, Álvaro, por minha família. Sempre seríamos servos, eu... eu queria algo que você não podia me dar... — algumas lágrimas escaparam de seus olhos enquanto tentava justificar sua traição.

Deu uma explicação vaga ao nobre anfitrião sobre o motivo da partida antecipada do Duque e, agora, dela também.

— Bem, se a senhora diz, fico mais tranquila, mas... mas no Natal os convidaremos para passar mais uma noite...

— Senhora, nem se incomode — Katherine a olhou com desdém —. Não participaremos de nenhuma outra celebração em sua casa. Digamos que... não me senti muito bem-vinda.

E sem lhe dar mais um segundo de atenção, subiu na carruagem com a ajuda do cocheiro, deixando a anfitriã com a palavra na boca, ruborizada de humilhação e vergonha.

Seu marido iria matá-la de pancada.

Se o Ducado de Everhart os colocasse na lista negra de rejeitados, isso os arruinaria até mesmo nos negócios.

Dentro do salão, cabeças curiosas espiavam, os outros convidados que ainda não tinham ido embora e pretendiam continuar a festa.

— Vamos embora! — Kath bateu no teto, e a carruagem, carregada com suas coisas, partiu imediatamente.

Pela pequena janela, observou alguém olhando para ela do alto, como uma ave de rapina: era a ex-amante.

A Duquesa lançou um sorriso torto, cheio de prazer maligno.

Uma das criadas, ansiosa por ganhar a simpatia dela e talvez uma gorjeta, sussurrou que, quando foi ao banheiro, a criada de Brenda entrou para verificar os lençóis.

Pagou algumas moedas para a outra moça e vasculhou o cesto, encontrando evidências do sexo ardente entre o Duque e a Duquesa.

Além de ficar boquiaberta, assim como todas as outras, ao recolher as joias autênticas espalhadas como bugigangas pelos tapetes e sobre o colchão, como se não fossem nada.

— Espero que você se engasgue com seu próprio veneno — Katherine murmurou com satisfação enquanto se afastava da mansão.

— Depressa, em menos de uma hora quero estar no Ducado! — apressou o cocheiro, ouvindo o estalo do chicote e o trotar forte da escolta perseguindo a carruagem.

Cada segundo poderia significar vitória ou morte.

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