NARRADORA
Katherine olhava preocupada para a paisagem que passava rapidamente pela janela.
Não conseguiu dormir mais depois que Elliot partiu. Passou o tempo todo pensando no encontro que tiveram antes.
O Duque a havia desmascarado por completo. Devia ter imaginado, pois se dependesse de atuar, morreria de fome.
Era temperamental demais e se deixava levar pelas emoções.
Sua maior vantagem foi que as pessoas realmente não prestavam muita atenção em Rossella, que sempre ficava reclusa no castelo, sem ser apresentada à alta sociedade pelo Duque.
Ainda assim, Elliot a descobriu. No entanto, ele era tão estranho quanto ela.
— Um lobisomem… — murmurou, levando a mão à boca, com a testa franzida.
As evidências estavam ali: aqueles rosnados selvagens, a mudança que ela já havia visto muitas vezes em suas pupilas, as vagas lembranças de quando foi esfaqueada, que incluíam o sabor de seu poderoso sangue.
Seria por isso que se curou tão rápido?
Além disso, seu jeito bestial e sexy de fazer amor e aquela coisa que ficou presa em sua vagina depois da ejaculação. O que era aquilo?
Kath não fazia ideia. Elliot e ela teriam uma conversa depois, com certeza.
Havia algo naquele homem que chamava sua alma, talvez porque ambos eram seres especiais.
— Elliot, nem pense em morrer e me deixar como uma viúva amarga. Não agora que eu apenas provei do seu delicioso chouriço... Ai, pelo amor de Deus, que besteiras você diz, Katherine! — murmurou para si mesma, contrariada.
Estava nervosa, e isso fazia sua versão mais louquinha aflorar.
“Elliot, agora falando sério, meu Duque, volte para mim são e salvo, por favor.”
Elevou suas preces ao céu, olhando pelas cortinas com medo no coração, sem imaginar que seria ela quem estaria prestes a arriscar a vida.
*****
NA FLORESTA, PERTO DO ESCONDERIJO DE ALDO E TOMAS…
— Leonidas, venha, venha ver isso — um dos guerreiros chamou o outro, que se aproximou imediatamente.
Já haviam passado horas procurando; o sol já tinha nascido, e eles estavam exaustos e frustrados por seguir ordens estúpidas.
Estava claro que aqueles espiões haviam fugido há muito tempo.
— O que é isso? — levantou a evidência entre a grama alta com a ajuda de um galho de árvore.
— Parece restos de roupas — o tal Leonidas observou o tecido rasgado, franzindo a testa, cogitando possibilidades um tanto estranhas.
— O que essas roupas de homens estão fazendo aqui? E são de duas pessoas — examinaram mais de perto.
— Olha, tenho quase certeza de que essa camisa era daquele tal Aldo; reparei nela porque gostei do corte — ambos ficaram em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...