VICTORIA
Finalmente, minha perna foi solta.
Antes que aquele lobo se afastasse por completo, levantei a outra bota e enfiei bem no olho dele.
— Isso é pela mordidinha…
Cuspi com veneno, ouvindo o uivo de dor.
Ele me lançou um olhar furioso, mas obedeceu às ordens.
Dois outros me agarraram pelos ombros com força, me levando como prisioneira.
Aquele loiro gigante se aproximou, me encarando de cima a baixo.
Não desviei o olhar — não tinha medo dele.
Esperava o veredito, mas já estava decidida: se achava que eu ia morrer ali, estava enganado.
— Ou você é muito imprudente, ou muito burra — disse ele friamente.
— Eu prefiro ‘muito corajosa’ — respondi, erguendo o queixo.
Ele abriu a boca pra falar, mas fechou com cara de irritado.
Sei que às vezes causo esse efeito.
— Levem a prisioneira pra tenda oeste — ordenou por fim, bufando e se afastando.
— Beta! Ela merece um castigo mais severo! Você não sabe o quanto essa vampira é perigosa!
— Quer que eu pegue um lencinho pra você chorar pra mamãe?
— Você...! — ele avançou querendo me atacar.
O lobo ao meu lado abaixou a cabeça discretamente, mas vi muito bem o canto da boca dele se curvar num sorriso.
— Levem ela logo! — o Beta se cansou dos meus desafios.
Fui arrastada pra longe da clareira, ouvindo o loiro esculachar o tal tenente de divisão.
Minha perna latejava de dor, assim como minhas costas.
Não colaborei em nada — praticamente me carregaram.
Não ia facilitar pra esses imbecis.
Quando chegamos ao acampamento, olhei em volta.
Confesso que por um instante pensei que o Alfa tinha aparecido na clareira.
Mas não era ele, e também não o vi por perto.
Mesmo assim, meu sexto sentido dizia que alguém me observava nas sombras.
Seria o Rousse?
Espero que não, e que tenha aproveitado pra fugir.
*****
— Não arrume mais encrenca ou vai morrer, vampira — disse o guerreiro antes de sair da tenda.
Tinham amarrado minhas mãos atrás do mastro grosso que sustentava o teto.
Minhas costas ainda ardia, mas aos poucos ia sarando.
— Não me provoquem... e talvez eu deixe vocês vivos — soltei antes que saíssem.
Bufaram, mas ouvi bem os comentários sobre meu estilo de luta.
Se esse desgraçado achava que ia me estuprar, estava bem enganado.
Mas entre os xingamentos e o empurra-empurra, ele conseguiu puxar meu decote, quase expondo meus seios.
As mãos nojentas dele me apertaram como se eu fosse uma fruta.
Doía, claro que doía, mas eu focava nas cordas — estava quase livre.
Ele forçou minhas pernas, se enfiando no meio.
Não importava o quanto eu lutasse.
Os sons abafados da briga não cessavam.
Parecia que quanto mais eu resistia, mais ele se excitava.
— Seu doente, me solta! — gritei quando ele abriu a calça pra tirar aquele pedaço de carne nojento.
— Luta mais, fêmea selvagem, mais! Faz tempo que não como uma vampira tão braba.
A cabeça dele desceu, pronto pra morder meu mamilo, e as mãos já subiam minha saia.
A cada segundo, me arrependia mais de não ter vindo de calça.
Mas então...
Aconteceu num piscar de olhos.
Não deu tempo de nada.
A lona da entrada foi arrebentada e um macho com quase dois metros entrou, espalhando uma aura devastadora.
— COMO OUSA TOCAR NELA?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...