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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 682

VICTORIA

Deusa, quanta força...

O desgraçado na minha frente ficou paralisado.

Aposto que até a piroquinha dele se mijou de medo.

Com um rugido selvagem, foi agarrado pelo pescoço e levantado no ar, afastado de mim.

Através da luz que entrava pelas lonas abertas, vi toda a cena brutal.

Ele nem tinha se transformado completamente em lycan, mas o Alfa cravou as mandíbulas ainda meio formadas na garganta dele, arrancando a traqueia.

O uivo morreu no peito do tenente.

Os rugidos de luta atraíram alguns soldados do lado de fora, bem na hora em que aquele homem selvagem arrastava o cadáver.

Diante do olhar chocado de todos, ele arrancou a cabeça do infeliz com as garras.

Já vi muitas cenas pesadas na vida.

Meu próprio pai era um ser bem sanguinário, mas o Lorde podia bater de frente com ele na veia sádica.

—Que nunca passe pela cabeça de nenhum de vocês fazer algo tão desprezível com uma mulher! —rugiu com a voz distorcida pelo lobo.

Os guerreiros abaixaram a cabeça na hora.

Eu podia ver tudo pela lona balançando com o vento.

—Podem foder quem quiserem: lobas, vampiras, bruxas, até o maldito tronco de uma árvore... MAS SEMPRE COM CONSENTIMENTO!

Ele jogou a cabeça numa das fogueiras próximas.

O fogo estalou e o cheiro de carne queimada logo se espalhou pelo ar.

—Perdoo qualquer coisa, MENOS um estupro! ENTENDERAM?! ARRANCO O CARALHO DE QUEM TENTAR FAZER UMA MERDA DESSAS E EU FICAR SABENDO!

Os guerreiros responderam na hora, jurando que nunca ousariam.

Eu vi o medo na alma deles.

Dava pra notar que o Lorde não aliviava nem com a própria matilha.

—SUMAM DAQUI AGORA, PORRA! —ele gritou furioso.

Eles desapareceram dali mais rápido que rato fugindo de gato… ou melhor, de lobo.

Então ele se virou de repente e ficou me encarando fora da tenda.

Os olhos cor de avelã viraram pupilas vermelhas de lobo, a boca ainda cheia de sangue, os caninos pra fora.

Foi se aproximando, selvagem, sem baixar nem um pouco a aura de predador.

Queria me intimidar, mas porra... tava despertando outra coisa em mim.

Não falou nada enquanto entrava na tenda e fechava enfim as cortinas de couro.

Fiquei esperando alguma ameaça, palavras duras… qualquer coisa.

O ar ao redor parecia soltar faíscas.

As ações dele se contradiziam.

—Eu disse que não vou te tocar. Não me interesso por mulheres da tua raça —me olhou com desprezo fingido.

—Mas isso não quer dizer que eu não possa arrancar tua cabeça, como já fiz com outros vampiros —disse ele, e aí sim, as palavras me incomodaram.

De repente, lembrei que ele era meu inimigo.

—Então o que está esperando, lobo? Tô aqui na tua frente, é só apertar minha garganta maldita.

Meus olhos também brilharam de raiva. Mostrei os caninos na cara dele.

Nossas respirações pesadas se misturavam, cheias de tensão.

Talvez ele me odiasse mesmo… sei lá.

A mão dele apertou meu pescoço, os dedos afundando na minha pele.

Ele cerrava os dentes tão forte que as veias da mandíbula pulsavam visivelmente.

Ele estava pensando. Eu vi no fundo dos olhos dele.

Talvez o mais fácil fosse se livrar de mim logo…

Mas no fim... alguma coisa o fez parar.

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