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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 750

MARIUS

— Vejam só… Então seus neurônios servem pra algo além de roubar e trair — ela levantou o olhar de repente e pude ver aquele tom de vermelho tão conhecido.

— Co… como é possível? — uma árvore atrás de mim freou meus passos na retirada.

— Você realmente pensou que eu ia te dar uma arma sem trava? Um poder desenvolvido pelo meu pai durante milênios, só pra ser usado por um traidor como você.

Ela empunhou a adaga com força no punho fechado; poucos metros nos separavam e eu temia o pior…

Admito que o medo tomou conta da minha alma, ao saber que Victoria estava controlando ela.

— Você fala de engano, mas foi a primeira a mentir pra mim, a me dar esperanças pra depois ir se rolar com aquela besta. Você me enganou até o último momento! — rugi indignado também, com uma tempestade de sentimentos no peito.

— Ai, já chega, tira essa máscara de homem despeitado, por favor, que estou controlando a mulher que você assassinou com as próprias mãos. Você sacrificou a sua própria mate e isso a Deusa não perdoa!

Ela gritou com uma mistura de várias vozes; agora sim eu via mais a Sophie nela.

Sem esperar pela minha morte, quando ela avançou contra mim, virei-me e comecei a correr.

Não podia lutar contra algo que já estava morto e muito menos controlado por Victoria. Fui um iludido em acreditar que ela me cederia esse poder; sempre esteve um passo à minha frente.

Mergulhei na floresta na minha velocidade máxima, sem as restrições mágicas e com um pouco do poder que me deram consegui ganhar distância.

Mas não o suficiente.

Um rugido atrás de mim e o frio da morte me rondando me fizeram girar e me defender.

Sibilei de dor quando o fio passou ferindo minha mão.

Ainda assim, agarrei os braços de Sophie, que parecia uma boneca enlouquecida e quebrada.

Ela dava aqueles gritos ensurdecedores que me desorientavam; o cenário tétrico, o palco macabro da minha morte.

Ela tirava uma força que antes não possuía, rapidez e destreza na luta. Sophie nunca foi uma guerreira, jamais treinou; tudo isso era impulsionado pelo controle de Victoria.

Cada vez que eu tentava me afastar para escapar, ela já estava sobre mim, meu corpo perfurado pelas facadas.

Eu perdia sangue e velocidade, arfava pesado e minha mente lutava pra encontrar a saída. Eu me negava a morrer assim!

Caí no chão e me arrastei para trás, vendo-a como em câmera lenta. Aquela louca se atirou com o punhal erguido.

A luz da lua refletiu na lâmina… Era o meu fim.

— SOPHIE, SOU EU, PARA! — gritei pela última vez, mas isso só a fez me insultar com mais ódio.

A poucos centímetros da minha garganta e prestes a me matar, o ataque desviou e a faca se enterrou no meu ombro.

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