MARIUS
Desde que aproveitamos a luta no feudo dos lobisomens para escapar, não paramos um segundo.
Avançamos até a noite em direção ao feudo dos vampiros, onde montamos um acampamento por perto.
Meus planos eram muito claros, mas agora tudo foi pro inferno.
Mesmo assim, ainda tínhamos uma feiticeira para entregar e muitas mentiras, porque, sinceramente, uma bruxa moribunda não era grande coisa.
Mas essa garota conhecia os segredos daquele cristal misterioso e quem sabe mais o que de útil.
Porém, fugindo às cegas, demos de cara com as encostas de umas montanhas.
— Nos desviamos do caminho para os vampiros, porra, Edgar, não vai dar tempo! — minhas palavras saíam aos trancos.
Olhava para trás e achava que via olhos mortos já surgindo da escuridão. Estávamos entre a floresta e a parede rochosa.
— Uma caverna! Acho que vejo um buraco ali…!
Edgar apontou com a cabeça para um ponto estreito. Nem sabíamos se passaríamos por aquela gruta apertada, mas não havia outra escolha.
— Tenho que baixá-la, não consigo passar carregando ela!
— Faz o que quiser! — lutei para entrar primeiro no buraco escuro entre as montanhas.
O ar estava tão denso que era quase impossível respirar; eu mal via algo à frente dos olhos.
— Espera, Marius! — Edgar gritou atrás de mim, mas eu não ia ficar para ser esfaqueado pela minha ex-morta.
No entanto, as paredes rochosas davam a desagradável sensação de estarem se fechando.
Tão estreitas que eu mal conseguia passar por elas.
Comecei a temer que ficaria preso nessa gruta e seria uma presa fácil.
Os mortos atrás e o obstáculo à frente…
Só hesitei por um segundo no meio do meu desespero, mas Edgar soltou um grito que me fez temer o pior.
Porém, não foram os fantasmas, e sim aquela feiticeira, que fez alguma coisa.
— Aaahh, maldita desgraçada!
Meu servo gritou e ouvi uma briga, depois um baque seco no chão e passos. Eu nem podia virar a cabeça para olhar.
Palavras encantadas saíram da boca daquela garota.
Parecia que ela tinha recebido uma injeção de adrenalina ao se ver no fim.
Rezou feitiços que não entendemos, mas soavam sombrios, e eles se infiltraram na gruta, penetrando nas montanhas.
— Os mortos-vivos resgataram aquela garota corajosa, que caiu desmaiada com a explosão do poder dela — Victoria lhes contava o final de sua aventura.
Algumas coisas ela sabia ou imaginava, muitas cenas ela deduziu e outras foram narradas “pelo universo”.
— O fato é que aqueles dois escaparam, mas eu consegui evitar que a entregassem aos vampiros — disse entre dentes, ainda irritada com aquele acontecimento.
— Beba água, meu amor — Dracomir havia enchido um copo da mesinha e entregou a ela.
Um bufar foi ouvido do sofá à frente, onde Zarek observava tudo com olhos críticos.
Celine suspirava de alívio. Apesar das loucuras de Victoria, eles a criaram como uma mulher forte.
Sua mão desceu para acariciar sutilmente o ventre; tinha que dar a boa notícia para sua pequena.
— Você não precisa mais se preocupar com aqueles caras, eles cruzaram para onde estávamos e foram eliminados — Zarek garantiu, para a surpresa e alegria dela.
— Sério? Ufa… um problema a menos — Victoria se recostou contra o ombro forte do seu mate.
A morte de Marius e seu cão só lhe trouxe paz mental.
— E o que aconteceu com aquele homem que escapou com o cristal? — Zarek perguntou, franzindo a testa.
— Pensamos que Frederick se aliaria ao outro feudo de lobisomens, mas não… ele foi tentar o feudo dos vampiros… e conseguiu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...