FENRIR
Abri muito os olhos, me erguendo um pouco e separando as pétalas com os dedos, para ver se eu a tinha machucado com meus caninos.
Um fio fino de sangue escorreu do buraquinho e se diluiu na água sob sua bunda.
—Pequena… você… —ergui o olhar para vê-la com lágrimas saindo dos seus olhos erráticos.
—Dói… —ela me disse com voz nasalada, tão linda e dependente de mim, nada a ver com a mulher impetuosa da floresta.
Uma percepção me atingiu como um raio.
—Você é… é virgem? —minha voz saiu estrangulada e meu lobo se ergueu para saber também a resposta.
As bochechas de Abigail incendiaram por completo e ela assentiu devagar.
—Pela Deusa… que tipo de prova é essa? —engoli seco, olhando de novo para suas curvas sensuais, para seus seios bem firmes.
O ventre macio que escondia logo abaixo a entrada para o pecado mais delicioso.
Como uma mulher como ela ainda era virgem? Será que os machos deste reino tinham os olhos no cu?
Levei os dedos à boca, passando-os pelos meus lábios molhados.
O sabor dela ainda vibrava na minha boca, mas também sua inocência… e se eu a desvirginasse com a língua?
Não, não, talvez eu só a tenha machucado um pouco…
—Me dá… da sua magia… eu preciso… —os braços dela voltaram a se estender para mim, de modo cobiçoso.
—Deixa eu ver o seu rosto —segurei-a pelo queixo, controlando-a um pouco e observando fixo suas pupilas dilatadas e o cenho franzido.
—Nena, você sabe bem o que está pedindo? Você está me incitando a tirar a sua pureza, Abigail!
Não pude evitar rosnar para ela. Eu estava excitado, como poucas vezes na vida, mas não a ponto de me aproveitar dela desse jeito.
Pela maneira estranha de falar comigo e de repente se portar tão coquete; pela ânsia desesperada de encostar na minha pele, eu soube que ela só cobiçava o meu poder selênico.
Pelo jeito, isso esfriava a magia descontrolada dela.
Ela estava colada no meu torso e lambendo meu pescoço, enroscando de novo as pernas na minha cintura, mas eu fechei os olhos com força.
Cerrei os dentes para não dizer as palavras que subiam pela garganta, impelidas pelo maldito feitiço da verdade.
“Se fosse outro lobo… como o Magnus, por exemplo, ela… ofereceria também a virgindade para acasalar buscando alívio?”
Gale expressou meus pensamentos. Eu me sentia tão amargo enquanto a abraçava contra o peito.
Por que eu ansiava que ela se entregasse a mim de verdade, porque me desejava?
Eu estava mais que disposto a montá-la e a gente aproveitar gostoso juntos. Dar a minha magia não era problema, mas não assim…
Abigail não estava em si, e eu não seria filho da puta a ponto de desvirginá-la e tirar vantagem dos problemas dela.
—Pequena, sshhh… —gemei ao sentir as roçadas da boceta dela contra meu pau ereto e dolorido; as mordidas safadas detonando meu pescoço.
Minha mente lutava contra as tentações.
“Não precisamos penetrá-la para satisfazê-la…”
Gale rosnou e eu gemi de novo, apertando a bunda dela entre minhas mãos e a empurrando contra o chão na beira da lagoa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...