NARRADORA
Fenrir avançou só um pouco para presenciar o caos que se desenrolava no meio da ilha.
De alguma forma e usando seus próprios segredos, dois homens haviam se adiantado a ele.
“O que é essa criatura?” Gale franziu o cenho ao ver a massa negra cheia de olhos vermelhos e mandíbulas ferozes.
Parecia um enorme réptil de escamas obsidianas, de pé sobre as duas patas traseiras e exibindo uma fileira mortal de dentes para aqueles machos.
Fenrir hesitou por um momento sobre o que fazer; não tinha sido descoberto e bem que podia tirar vantagem.
“Vão estraçalhá-los”, Gale murmurou, vendo como os dois guerreiros lutavam arduamente com o predador.
—Acho que na guerra vi uma dessas criaturas… chamavam de Drakmor ou algo assim… a Nyx não tinha virado amiguinha de uma fêmea?
Os próprios gritos dos homens lhe disseram que não se enganava e sim, era uma dessas criaturas.
—… O que um Drakmor está fazendo aqui?!
—… Não era pra já terem feito as pazes com os lobisomens?!
—… Deve ser um exilado…!
A conversa entre ataque e defesa chegou aos seus ouvidos.
De repente, as coisas ficaram bem feias.
“Cuidado, vem um voando pra cá!”, Gale rugiu, e, no meio da noite, um corpo caiu com um estrondo perto do seu esconderijo.
O guerreiro cuspiu um pouco de sangue pela boca ao se chocar com tanta força contra o chão.
—Porra! —Fenrir saiu correndo com as adagas e as presas de fora.
Ele não era do tipo que fugia de uma luta e menos ainda deixava gente indefesa para trás, mesmo que fossem seus rivais.
Então, sob a luz da lua e a névoa do pântano, saltou de frente para o perigo.
O rugido de mandíbulas escancaradas daquele Drakmor fez seus tímpanos estremecerem.
Começou a desviar dos golpes das garras das patas dianteiras.
Ora avançava em quatro patas, ora surpreendia com movimentos rápidos impulsionados pelas coxas traseiras.
Era astuto e, com todos aqueles olhos arrepiantes, parecia ler seus próximos passos.
—Aaagh, maldita seja! —Fenrir levou um ferimento bem profundo no peito, mas rolou por baixo do corpo pesado do macho predador e foi direto para a cauda dele.
Se conseguisse subir no lombo de alguma forma, seria sua vantagem.
Se as coisas saíssem do controle, embora estivesse fora das regras da competição, teria de se transformar em sua forma lycan.
Mas, no meio de seus planos e do furor da luta, seu ouvido sensível ouviu o grito de ajuda de uma idosa.
Então Fenrir percebeu que, às suas costas, ficava a entrada de uma caverna e que parecia a toca da besta.
Tinha uma senhora prisioneira lá dentro, com certeza, para devorá-la depois!
—Gente, distraiam ele um momento pra eu salvá-la!… gente?
Com um joelho apoiado no chão e a adaga em uma mão, o príncipe lycan olhou ao redor para perceber que tinha sido abandonado.
Não só ele, como a pobre idosa, porque tinha certeza de que aqueles machos também a tinham ouvido pedir ajuda.
—Malditos desgraçados, filhos da puta!
Ficou tão furioso que investiu de frente contra o Drakmor, que também vinha como um furacão na direção dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...