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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 819

NARRADORA

A Sacerdotisa pôs Fenrir à prova na caverna e ele não a decepcionou.

— É um bom macho, só espero que aquela Centúria boba e cheia de frescura não se faça ainda mais de rogada — Dalila estreitou os olhos para Abigaíl, que de repente ficou arrepiada.

Mas a mente e o coração da jovem Centúria estavam no homem que agora enfrentava a última prova.

Abigaíl desejava saber se Fenrir realmente havia mudado a decisão de ser livre e ficar com ela… para sempre.

Diante de uma mesinha cheia de frasquinhos, Hakon olhou para Fenrir e para Dago, de cara fechada.

— A maioria são venenos e coisas tóxicas; se tivessem que encontrar um antídoto para salvar a sua mulher… qual o seu instinto de lobo diz que é o certo? — perguntou, olhando fixamente para o seu futuro genro.

— Vocês vão tomar primeiro e, se for veneno, bem, dependendo das toxinas, pode ser que, com sorte, batam as botas…

“Bem que você queria”, Fenrir rosnou por dentro.

— Não deve ter problema nisso, já que é especialista em poções mágicas, não é, príncipe lycan?…

O Alfa do pântano zombou dele, erguendo uma sobrancelha desafiadora.

O príncipe não respondeu, apesar da língua afiada dele. Era seu sogro e precisava dele para conquistar a sua amada.

Os olhos de lycan dele vasculharam mais de cinquenta frasquinhos de porcelana empilhados, de todas as cores e exalando cheiros, cada um mais desagradável que o outro.

O tal Dago fez o mesmo e logo chegou o outro rapaz.

O tempo estava acabando e dava para notar que a maioria era perigosa, mas, no meio de tanta imundície, um aroma poderoso e vibrante chegou até ele.

“É a magia da mamãe, ela sabotou algum para nos ajudar!”, seu lobo uivou feliz, cravando o olhar em um em particular, de cor amarela.

Fenrir estendeu a mão com rapidez e, nesse mesmo instante, o tal Dago também estendeu… bem no mesmo maldito frasco.

Mas Fenrir deu um tapa nos dedos dele com ímpeto e se agarrou ao seu feitiço salvador.

— Se você ousar me ferrar de novo, eu arranco seus dedos — ameaçou entre os dentes.

Ele se intrometeu nos assuntos deles para salvá-los e depois o deixaram para trás.

O guerreiro encolheu um pouco o pescoço e pegou outra poção, que levou rapidamente aos lábios.

O outro cara também foi pegar a sua.

Fenrir tirou a rolha e bebeu do seu feitiço amargo.

Quando o líquido adstringente desceu pela garganta, lhe pareceu um pouco conhecido e ver os olhos zombeteiros do sogro não ajudou em nada.

“Gale… o que…? Aaggr.”

Antes de perguntar à sua parte animal, ele se curvou, levando a mão ao estômago por causa da dor lancinante que sentia.

Foi repentino e rápido demais; o feitiço se espalhou pelas veias, impulsionado pela magia selênica que ele carregava.

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