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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 832

THERON

Lambi a marca temporária na sua nuca, sentindo seus ronronados enquanto ela bebia do meu sangue.

Não parecia machucá-la e, na verdade, aqueles sons eróticos que escapavam de suas sucções me diziam que ela adorava a minha essência.

Girei um pouco de lado, levando-a nos meus braços e nos acomodando.

Beijei seu pescoço e cheirei seu cabelo úmido.

Eu me sentia bem demais para descrever, mas queria mais.

Nosso vínculo não era permanente, ela não pertencia à minha raça e seu espírito animal não tinha tanta consciência quanto o meu lobo.

Era só uma forma mágica, mais selvagem, um monte de instintos bestiais que nos chamavam.

Teria que encontrar um jeito de nos emparelharmos de forma permanente, suponho que, para começar, eu precisava saber o nome dela.

— Como você se chama, minha leoa linda? — sussurrei ao sentir que sua língua áspera fechava as perfurações dos caninos.

Ela se remexeu um pouco, fazendo a gente gemer. O nó grosso tinha ficado cravado no seu interior macio.

— Espera, neném… aguenta um pouco senão vai doer… sshh, não aperta mais… — sibilei, soltando o ar de uma vez quando as dobras sedosas se mexeram ao redor do meu eixo.

Porra, eu estava ficando duro de novo.

Preciso pensar racionalmente.

“Ela é nossa companheira”, meu lobo anunciou o óbvio.

Passaram alguns minutos em que nossas respirações foram se acalmando um pouco.

Pelo menos a minha, porque ela estava ficando estranha.

Seu peito subia e descia cada vez mais rápido e ondas de calor sacudiam seu corpo curvilíneo.

— Pequena? — comecei a me preocupar; ela não dizia nada.

Forcei, com a mente fria, o nó a descer e consegui sair de dentro dela para virá-la para mim. Os fluidos leitosos escorreram pelas minhas coxas quando a sentei no meu colo.

— Meu macho… — as palavras dela soavam num sussurro e os olhos pareciam cheios de névoa —. Onde estamos?

Sua expressão mudou para confusa… talvez a pancada na cabeça tivesse afetado.

— Você caiu nesta caverna… O que está sentindo? Dói alguma coisa? — comecei a entrar em pânico por causa do olhar perdido dela.

Ela se agarrava a mim de forma dependente enquanto as pupilas vigiavam ao nosso redor.

Restos do meu sangue ainda estavam no canto da sua boca.

E se eu estivesse envenenando ela aos poucos? Mas ela não parecia tão fraca!

— Coloca tudo para fora. Se estiver passando mal, você tem que vomitar! — tentei abrir a boca dela, mas só ganhei uma mordida molhada no dedo.

— Não quero… — resmungou com um biquinho terno.

A língua dela saiu para lamber a palma da minha mão de um jeito erótico e ela ronronava enquanto um sorriso levado aparecia de lado.

“Ela… está bêbada com o nosso sangue?”

Meu lobo perguntou, em dúvida. As mesmas dúvidas me atacavam a mente. Dor ela não parecia ter, e sim a expressão de quem tinha virado uma adega inteira de cerveja.

— Neném, está doendo?

— Não… — chegou a soluçar na minha cara —. Eu gosto muito… você é a coisa mais deliciosa que já provei e estou tão quente… meu macho…

Ela arfou e veio devorar minha boca, se mexendo sobre o meu corpo, com aquela boceta quente escorrendo sobre o meu pau que subia como espuma.

Abracei sua cintura e a colei no meu peito.

Eu não seria quem diria não a esse manjar.

Era melhor conversar, mas se ela estava necessitada, eu iria até satisfazê-la.

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