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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 833

THERON

O corpo dela se contorcia sob meus músculos e eu tive que mover o focinho para trás para não levar uma mordida daquelas presas ferozes.

“SE CONTROLA DE UMA VEZ, PORRA!”

Meu rugido a fez ficar rígida.

Pela marca temporária eu sabia muito bem que ela podia me ouvir mesmo não sendo da minha raça.

As pupilas erráticas ficaram presas nas minhas pupilas lupinas.

“Eu vou te soltar e a gente vai conversar, mas se tentar fugir de novo… saiba que minha paciência tem limite.”

Minha mão áspera desceu para dar um bom tapa nas nádegas de leoa dela.

Ela rosnou irritada, mas se conteve de atacar.

Fui baixando-a devagar e, assim que afrouxei um pouco, ela se esgueirou, saltando para trás.

Sua cautela comigo e esse estado arisco não se pareciam em nada com a fêmea sedutora de algumas horas atrás.

O que aconteceu aqui?

“Por que você foi embora assim? Por que estava fugindo do seu companheiro?!” Tentei me controlar, mas meu temperamento veio à tona.

“Meu… meu companheiro? Você é mesmo isso?” Uma voz feminina se infiltrou nos meus pensamentos.

Se não fosse por essa situação tão tensa, eu teria rosnado de prazer por ela invadir minha mente.

“Claro que sou, achei… que estava claro para você. Minha marca está na sua nuca.”

“Eu não imaginei… você me marcou mesmo?” O pânico se filtrou pela voz dela, me fazendo franzir o focinho.

“Você está brincando comigo? Você foi a primeira a me reconhecer naquela caverna. Nós fizemos amor e eu te marquei… Não lembra?”

De repente essa possibilidade passou pela minha cabeça.

Quer dizer, tudo nela era estranho desde o início.

Comecei a analisar as coisas e parar de me comportar como um idiota sem cérebro.

A hesitação nas palavras dela não parecia fingida.

Será por causa da pancada que sofreu na cabeça?

“Eu… lembro, mas estava… confusa”, confessou de repente.

“Você caiu numa armadilha e bateu a têmpora… lembra quem é?”

Tentei dar um passo em sua direção, mas ela recuou. Algo apertou meu peito, mas lutei contra o desejo de tocá-la.

“Lembro que estava vagando pela floresta, correndo, e de repente houve uma explosão verde embaixo do chão que desabou e me fez cair…”

A voz doce dela relatava, misturada com vacilações de lembranças.

Parece que ela passou pelo mesmo que nós.

Essa magia corrompida saiu do controle e deve ter aberto a passagem física entre os dois continentes.

“Como você se chama, pequena?” Eu tinha mil coisas para perguntar, mas precisava saber o nome dela.

“Zaraphina”, respondeu me olhando com aqueles olhos cor de mel de felina.

Sob as árvores e quase amanhecendo, tínhamos essa estranha apresentação.

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